Publicado em 12/08/2026 às 17h10.

Presidente da Câmara explica adiamento da votação do Kiss and Fly

Muniz disse ainda que não pretende colocar a proposta em pauta contrariando a maioria dos vereadores

Luana Neiva / André Souza
Foto: Luana Neiva / bahia.ba

 

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), explicou nesta quarta-feira (12) por que o projeto Kiss and Fly, de sua autoria, não foi colocado em votação durante a sessão. Segundo o vereador, a decisão partiu da maioria dos líderes partidários, que entenderam que a proposta ainda precisa ser analisada antes de chegar ao plenário.

Muniz afirmou que alguns projetos apresentados pelos vereadores ainda não passaram por todas as comissões necessárias e que, por isso, as lideranças optaram por adiar a votação.

Votação depende de acordo entre líderes

Segundo o presidente da Câmara, não cabe a ele determinar sozinho quando o projeto será votado. A definição depende do entendimento da maioria dos líderes que compõem a Casa. “Depende das lideranças. Então, se a maioria dos líderes acharem que o projeto deve ser votado, nós votaremos. E se a maioria achar que os projetos não devem ser votados, nós não votaremos, como foi feito hoje”, disse.

Muniz disse ainda que não pretende colocar a proposta em pauta contrariando a maioria dos vereadores. “Eu não posso impor, tendo a maioria achado que não deve votar, eu colocar o projeto em palco. Aí eu estaria indo de encontro à maioria que existe na Câmara. Então, jamais irei fazer isso”, declarou.

O presidente também defendeu que os projetos sejam previamente discutidos entre os parlamentares para evitar que propostas cheguem ao plenário sem votos suficientes para aprovação. “Não tinham maioria ainda suficiente para que esses projetos fossem votados. Eu sempre disse que o projeto tem que ser votado por acordo”, explicou.

Muniz citou como exemplo uma reclamação feita pelo líder da oposição, vereador Ramos Leal. Para ele, antes de levar uma proposta ao plenário, é importante que o autor converse com os demais vereadores para avaliar a possibilidade de aprovação.

“O projeto dele pode ir para o plenário e ser rejeitado. O que é que eu peço a ele? Que ele antes converse com os vereadores para que não haja isso, sem ruim, tanto para mim quanto para o vereador que vai ter o projeto rejeitado pela própria Casa”, afirmou.

Luana Neiva e André Souza
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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