Acordo de delação da Odebrecht deve incluir mais 30 funcionários

    Contribuição é uma das mais aguardadas pela Lava Jato, já que, em conversas iniciais, políticos de vários partidos foram citados, como Temer, Lula, Dilma e Serra

    Foto: J.F.Diorio/ Estadão Conteúdo

    A Odebrecht deve incluir mais 30 funcionários no acordo de contribuição premiada negociado com o Ministério Público Federal. Conforme a Folha de S. Paulo deste sábado (15), como os novos nomes, que passaram a fazer parte das negociações há cerca de duas semanas, a empresa pode ter mais de 80 delatores na Operação Lava Jato.

    Inicialmente, a empreiteira negociava um pacto para que 53 executivos relatassem os fatos dos quais participaram, entre eles o ex-presidente e herdeiro do grupo, Marcelo Odebrecht, preso há um ano e quatro meses em Curitiba, e cuja diminuição da pena final é mantida em segredo.

    Se forem contemplados, parte dos colaboradores vai entrar na categoria de lenientes, sem sanções penais ou multas. Já os demais terão de pagar, só de multa, 30% dos últimos dez anos de salário, embora muitos devam se livrar da detenção.

    Até o momento, os procuradores do MPF bateram o martelo nos acordos de mais de 40 integrantes do alto escalão da companhia. As punições e o escopo do que será falado foram definidos, mas falta assinar o documento, o que deve acontecer no próximo mês.

    A delação da Odebrecht é uma das mais aguardadas pela força-tarefa, já que, em conversas iniciais, políticos de vários partidos foram citados, entre eles o presidente Michel Temer (PMDB), os antecessores Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT), o ministro de Relações Exteriores José Serra (PSDB), governadores e parlamentares. Todos negam participação em irregularidades.