E a Ceasinha? Não vai lá tão bem assim

    Foto: Alberto Coutinho/ GOVBA

    Inaugurada há dois anos e meio para tornar-se o point popular da classe média de Salvador, o Mercado do Rio Vermelho, ou Ceasinha do Rio Vermelho, como chamam, cumpriu os seus objetivos em parte. A fluência de público é boa, os visitantes adoram e voltam, mas os comerciantes lá apontam dois problemas bem visíveis ou perceptíveis, um do projeto e outro de construção.

    O do projeto: as extremidades da telha ficaram rentes com as aberturas para a entrada de ar que fariam a ventilação natural. Quando choveu, alagou tudo. A solução seria ampliar o telhado, mas em vez disso blindaram as entradas de ar. Resultado: o calor interno é infernal, no verão, bem pior.

    O da construção: rachaduras espocam por todos os lados, no chão, nas paredes, no sanitário, nos boxes. A construtora, a Axxo Engenharia, diz que é problema de “acomodação”, o que não convence.

    A Ebal, empresa em extinção, que foi responsável pelo projeto, empurra para a Conder, responsável pela execução. E fica nisso.

    Edinho, a exceção

    Instado a fazer uma comparação entre a antiga Ceasinha e a atual, Edinho, o dono do Bar e Restaurante do Edinho, o mais tradicional dos integrantes do fast food, diz que não há como comparar:

    — Antigamente eu fazia um dia dobradinha, no outro feijoada, no outro sarapatel. Agora são todos os pratos todos os dias. Mas muitos se queixam da crise.

    Mas nem todos têm a mesma sorte. Alguns estão fechando.