Publicado em 28/11/2016 às 12h50.

Perdoar caixa 2 seria anistiar corrupção e lavagem, diz Dallagnol

Proposta foi feita por deputados em um pacote anticorrupção proposto pelo Ministério Público Federal (MPF). O perdão seria votado na semana passada, mas foi adiado

Redação
Foto: Marcelo Camargo/ABr
Foto: Marcelo Camargo/ABr

 

O procurador geral da República Deltan Dallagnol afirmou nesta segunda-feira (28) que a proposta de anistiar o caixa dois representaria também a anistia à corrupção e à lavagem de dinheiro

A medida foi proposta por deputados em um pacote anticorrupção proposto pelo Ministério Público Federal (MPF). O perdão seria votado na semana passada, mas foi adiado, e deve começar a ser apreciado no Congresso nesta terça (29). De acordo com o procurador, a manobra é “radical”.

“A proposta que se fez de anistia não é uma proposta de anistia a caixa dois. É uma proposta de anistia a crimes relacionados ao caixa dois, redigida de modo tal a permitir anistia – na verdade o que se quer – é garantir anistia da corrupção e lavagem dinheiro, inclusive praticados na Lava-Jato”, opinou o procurador”, durante debate na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

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