Bolsonaro pede 90 dias para transferir titularidade de armas

    A defesa também pediu que as armas não sejam destruídas nem doadas

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta terça-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Exército não fique permanentemente com as dez armas de fogo apreendidas pela Polícia Federal (PF) em julho.

    Em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados solicitaram que seja mantido o prazo regulamentar de 90 dias para a destinação do armamento. A defesa também pediu que as armas não sejam destruídas nem doadas.

    PGR pediu envio das armas ao Exército

    Na segunda-feira (24), a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou que as armas fossem encaminhadas ao Exército. A transferência depende de autorização de Moraes.

    A PF informou que não cabe à corporação definir a destinação das armas apreendidas, já que o armamento foi recolhido por determinação judicial.

    Ao prorrogar por tempo indeterminado a prisão domiciliar de Bolsonaro, Moraes também revogou o porte de arma do ex-presidente. O ministro determinou ainda a apreensão de uma pistola que pertencia a Bolsonaro e foi localizada com um sargento do Exército durante uma abordagem policial em Brasília.