Bruno Reis cobra Jerônimo por problemas na saúde e segurança

    O prefeito também citou o cenário da regulação de pacientes na capital

    Foto: Gabriela Encinas / Bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou nesta terça-feira (25) a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e cobrou que o chefe do Executivo estadual assuma a responsabilidade pelos problemas nas áreas de saúde e segurança pública na Bahia.

    Ao comentar as críticas do governo estadual aos municípios, Bruno afirmou que Jerônimo estaria tentando transferir responsabilidades. O prefeito também citou o cenário da regulação de pacientes na capital.

    “Esse é o problema do governador Jerônimo, ele não vai mudar e quem tem que mudar é a população. Então, nós é que temos que mudar o governador, porque a culpa da segurança virou agora internacional. A culpa da saúde é dos prefeitos e ele esquece que a maioria dos prefeitos da Bahia são aliados deles”, afirmou.

    Bruno também acusou o governador de fazer críticas aos prefeitos e rebateu possíveis declarações sobre a oposição. “Então, vai ficar criando fake news que é a semi-neto, tá falando dos prefeitos, quem critica os prefeitos é ele, falou isso no debate, fala diariamente”, disse.

    Bruno cita fila de regulação em UPAs

    Ao falar especificamente sobre Salvador, o prefeito afirmou que cerca de 350 pacientes aguardavam regulação nas UPAs municipais, incluindo pessoas em salas vermelhas, destinadas a casos de maior gravidade.

    “O que eu posso falar por Salvador é que agora eu tenho nas nossas UPAs quase 350 pessoas aguardando regulação nas salas vermelhas. Se as UPAs não existissem, essas pessoas estariam na porta do Roberto Santos, no HGE, nas marcas, nos corredores dos hospitais”, declarou.

    Bruno Reis afirmou que o governo estadual precisa assumir a responsabilidade pela regulação e pelo atendimento da rede de saúde.

    “Infelizmente, o governador precisa lembrar que ele é governador e que a responsabilidade é dele. Ele precisa matar a bola no peito, chamar a responsabilidade e resolver o problema e não transferir, terceirizar para terceiros, procurar justificativas ocupadas”, concluiu.