Roma detalha repasses do PL e revela por que Bacelar ainda não recebeu

    De acordo com o candidato, a distribuição dos recursos é definida pelo presidente nacional da sigla

    João Roma
    Foto: Manuela Menezes/Bahia.ba

    O presidente estadual do PL na Bahia e candidato ao Senado, João Roma, afirmou nesta quinta-feira (27) que o deputado federal João Bacelar ainda não recebeu recursos do diretório nacional do partido para sua campanha à reeleição.

    Segundo Roma, a situação está sendo analisada pela direção nacional após o parlamentar aparecer em um palanque e declarar apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

    Em entrevista exclusiva ao Politiquestion, Roma afirmou que a distribuição dos recursos é definida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e segue critérios estabelecidos pela direção da sigla. Segundo ele, deputados federais com mandato teriam direito ao teto de recursos destinado pelo partido.

    “A deputada Roberta Roma recebeu o teto, assim como o deputado Capitão Aldo também recebeu o teto”, afirmou.

    Caso João Bacelar

    Roma disse que Bacelar também estava previsto para receber o teto, mas que o repasse passou a ser avaliado pela direção nacional após os episódios envolvendo o deputado e o posicionamento do parlamentar em relação ao grupo político do governador Jerônimo.

    “Também estava previsto o teto para o deputado João Bacelar, isso está sendo avaliado pela Nacional, dados os últimos acontecimentos do Conselho de Ética em relação ao seu posicionamento e vai ser tratado adequadamente lá no âmbito nacional do partido”, afirmou.

    Bacelar gerou reação dentro do PL após participar de um evento político ao lado de Jerônimo e posar para fotos com o petista. O episódio provocou questionamentos dentro da legenda sobre sua posição na disputa eleitoral deste ano.

    Roma ressaltou, porém, que não há uma garantia de que todos os candidatos do partido receberão o mesmo volume de recursos.

    “A gente sabe que existem diferentes estruturas de candidaturas, certo? Não existe garantia de recebimento mínimo de teto para nenhum dos candidatos, certo?”, disse.

    Roma recebeu R$ 4,5 milhões

    O dirigente também comentou o repasse de R$ 4,5 milhões feito pelo diretório nacional do PL para sua própria candidatura ao Senado. O valor consta na prestação de contas eleitoral e, até então, representa a única receita declarada por Roma.

    “Eu também recebi um recurso para minha candidatura ao Senado na República, recebi o valor de 4,5 milhões de reais destinados pelo PL e não sei o que a pessoa acha esquisito. Esquisito seria a recebência do PT, mas não recebi do PL, ou esquisito seria se a pessoa recebesse de algum empresário que tivesse algum negócio exclusivo, o que também não é o caso”, afirmou.

    O candidato defendeu a utilização da estrutura partidária para financiar as campanhas e disse que o PL ainda deverá realizar novos repasses a candidatos.

    “Além dos parlamentares de mandato, tivemos algumas doações também de outros parlamentares buscando uma mesma lógica, não quer dizer que não terão outras transferências, certo? Óbvio que alguns já chegaram no teto, mas outros de acordo com a arrecadação, porque havia um furo ainda dentro do que se pretende no Brasil inteiro, tá? Mas o presidente Valdemar ainda pretende fazer outras transferências para outras candidaturas”, afirmou.

    Roma também destacou a estrutura nacional do PL e o volume de recursos e tempo de propaganda de que a legenda dispõe para a eleição.

    “O PL hoje é o partido que tem maior tempo de rádio e TV no Brasil, que dispõe de fontes de dados e tem estruturado isso, certo?”