Justiça retira investidor do Feira FC de investigação sobre apostas

    Bruno Karttos havia sido alvo de busca e apreensão em agosto após ser incluído por engano na investigação

    Foto: Reprodução/Redes Sociais

    O empresário baiano Bruno Karttos, investidor e embaixador do Feira FC, foi retirado oficialmente da investigação da Operação “Aposta Suja” nesta segunda-feira (31). A decisão da Justiça ocorre pouco mais de duas semanas após o empresário ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência, em um condomínio de luxo de Feira de Santana.

    A retirada de Bruno do processo ocorreu após a defesa apresentar documentos que apontavam um erro na informação que levou o empresário a ser incluído na investigação. Segundo os documentos apresentados à Justiça, o BTG Pactual informou equivocadamente ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que Bruno seria proprietário de 90% das cotas de uma empresa de São Paulo investigada por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a plataformas de apostas ilegais.

    A empresa citada é a Code Tech Enterprise Ltda., atualmente denominada Code Fabrik Enterprise Ltda. De acordo com a defesa, Bruno nunca foi sócio, administrador ou teve qualquer vínculo com a companhia.

    Erro levou Bruno a ser incluído na investigação

    A informação enviada pelo banco ao Coaf foi utilizada na investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Rio de Janeiro. A partir da indicação de que Bruno teria participação na empresa investigada, foram solicitadas medidas contra o empresário.

    Entre elas estava o bloqueio de bens de Bruno, no limite de R$ 95,8 milhões, além do mandado de busca e apreensão cumprido em agosto.

    Na última semana, a defesa do empresário apresentou à Justiça documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) para demonstrar que Bruno não possuía qualquer participação na empresa citada pelo banco.

    Após ser questionado sobre a documentação, o próprio BTG Pactual reconheceu o erro. Em ofício protocolado no dia 26 de agosto, a instituição financeira informou que não havia identificado relação entre Bruno Karttos e a empresa investigada.

    Ministério Público concordou com retirada

    Diante da nova documentação e da admissão do erro pelo banco, o Ministério Público do Rio de Janeiro concordou com a retirada de Bruno das medidas da investigação e com a devolução dos bens eventualmente apreendidos ou bloqueados.

    Nesta segunda-feira (31), o juiz responsável pelo caso determinou oficialmente a retirada de Bruno Karttos do processo.

    Com a decisão, o empresário deixa de ser alvo das medidas relacionadas à investigação que havia sido iniciada após a informação equivocada de que ele seria sócio da empresa investigada.