Dez pessoas são presas em operação contra crime organizado na Bahia

    Oito mandados de prisão foram cumpridos dentro do Conjunto Penal de Juazeiro

    Premium Mandatum: dez pessoas são presas em nova fase de operação contra organizações criminosas no norte da Bahia (Foto: Divulgação/MPBA)

    Dez pessoas foram presas em Juazeiro nesta terça-feira (1º), durante a  5ª e 6ª fases da Operação Premium Mandatum. A ação teve objetivo de desarticular organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro com atuação em Juazeiro, Senhor do Bonfim e municípios da região norte do estado.

    Foram cumpridos oito mandados de prisão, parte deles no Conjunto Penal de Juazeiro, onde três presos foram incluídos no Regime Disciplinar Diferenciado com transferência para unidade prisional de segurança máxima.

    Também foram realizadas duas prisões em flagrante e executados 18 mandados de busca e apreensão, todos em Juazeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Senhor do Bonfim e pela 2ª Vara Criminal de Juazeiro.

    As novas fases da Operação Premium Mandatum foram deflagradas pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais Norte (Gaeco Norte). Operação também teve o apoio Polícia da Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento da Região Norte – CPRN (Rondesp Norte, 73ª, 74ª, 75ª e 76ª CIPM) e da CIPE – Caatinga, bem como da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

    Participantes de organização criminosa continuavam determinando ações de dentro da prisão

    De acordo com o MPBA, parte dos mandados foram cumpridos no Conjunto Penal de Juazeiro porque integrantes da organização criminosa, mesmo presos, continuavam comandando atividades ilícitas e determinando ações criminosas a partir do CPJ, com o auxílio de comparsas em liberdade.

    As investigações identificaram ainda novos possíveis integrantes de uma organização criminosa com ramificações em Senhor do Bonfim, incluindo a suposta participação de um advogado.

    Além do cumprimento das ordens judiciais de prisão, busca e transferência, nas duas fases a Justiça deferiu o afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos, permitindo o aprofundamento das investigações e a análise de redes de contato e movimentações financeiras do grupo. As investigações seguem sob segredo de Justiça.

     

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