Candidato chama Coronel de ‘traidor’ e critica envolvidos com o Master

    Marcelo Carvalho reage a declarações de Angelo Coronel, que diz não ser “cavalo do Paraguai”

    Foto: bahia.ba e Divulgação

    O candidato ao Senado Marcelo Carvalho (Rede) reagiu, nesta sexta-feira (4), às declarações do senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), feitas durante entrevista ao programa BandNews. Na ocasião, Coronel afirmou que não era “cavalo do paraguai” como candidato. Em resposta, Marcelo classificou o senador como “traidor” e aproveitou para criticar os candidatos envolvidos com o Banco Master.

    Marcelo afirmou que Coronel chegou ao Senado com apoio de trabalhadores, sindicatos e do então governador Rui Costa (PT), mas avaliou que o parlamentar perdeu força eleitoral e que não tem voto nem para ser “síndico”. “Considero Angelo Coronel um traidor. Ele foi eleito com votos do trabalhadores e suporte do então governador Rui Costa. Ele tinha votos dos trabalhadores, sindicatos, e agora não tem voto nem pra ser síndico de condominio”, disse Marcelo Carvalho.

    Marcelo Carvalho critica mudança de lado de Coronel

    O candidato da Rede também relembrou quando conheceu Coronel e criticou as mudanças do senador. Marcelo afirmou que o parlamentar “vestia a camisa” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando ocupava a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), mas posteriormente declarou voto em Jair Bolsonaro (PL), que não é só rival como tem posicionamentos contrários ao petista.

    “Tinha camisa de Lula quando era presidente da ALBA e disse que votou no presidente negacionista, Jair Bolsonaro. Não merece respeito”, disse Marcelo Carvalho.

    Candidato avalia pontuação em pesquisa de forma positiva

    Na pesquisa AtlasIntel, Angelo Coronel aparece na quarta colocação entre os candidatos ao Senado, com 17,9% dos votos válidos. Rui Costa lidera o levantamento, com 31,6%, seguido por Jaques Wagner (PT), com 26,5%, e João Roma (PL), com 20,4%. Delliana Ricelli (PSOL) registra 2,6%, enquanto Marcelo Carvalho aparece com 0,6% das intenções de voto.

    Marcelo afirmou que avalia de forma positiva o resultado e destacou que ainda está sendo conhecido pelos eleitores e pela Bahia, mas ressaltou que ainda tem um mês de campanha pela frente. O candidato também considerou que o percentual registrado é relevante diante do fato de seu nome ainda estar sendo apresentado ao eleitorado baiano.

    “Primeiro que o resultado não me impressiona negativamente. Não sou negacionista e entendo que apenas uma parte da internet respondeu a pesquisa. A campanha aparece de forma positiva entre 1% e 2%, ainda mais que to sendo conhecido na Bahia agora”, disse.

    Marcelo disse ser uma “lástima” candidatos estarem envolvidos com o Banco Master

    Marcelo também direcionou críticas a candidatos que aparecem entre os mais bem posicionados na disputa e que têm relação com o caso Banco Master. O candidato classificou como “lástima” a possibilidade de políticos envolvidos nas investigações chegarem ao Senado e afirmou que a situação deveria ser apurada.

    “Sobre candidatos envolvidos com o caso do Banco Master acho uma lástima”, declarou. Em seguida, reforçou a crítica: “É uma lástima que eles estão envolvidos no caso”.

    Ao comentar os possíveis impactos de casos de corrupção sobre a população, Marcelo afirmou que desvios de recursos prejudicam a execução de políticas públicas em áreas como emprego, renda, mobilidade, educação, saúde e segurança. “É exatamente o que inibe, o que impede, que políticas públicas cheguem a população”, disse.

    Marcelo Carvalho cita candidato do PL e do PT citados no caso do Banco Master

    “O dinheiro da corrupção não vai pro ralo, vai pro bolso de politicos”, declarou. O candidato ainda afirmou que a Federação PSOL-Rede apoia a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e defendeu punições aos envolvidos. “Que não é o caso do Rede e PSOL, nós pedimos a CPI do caso master”, afirmou.

    “Nós queremos a prisão desses senhores. Chega, não da pra aceitar mais”, disse o candidato. Ao final, Marcelo citou nomes de diferentes campos políticos ao tratar do caso e declarou: “A mesma da extrema direita é direita, o banco master tem envolvimento com João Roma do PL e Jaques Wagner do PT”.