Homem é condenado pelo assassinato de jovem trans em Ibicaraí

    Réu foi condenado a 12 anos por homicídio qualificado por motivo torpe. Crime ocorreu em 2022

    Kauana Santos, de 16 anos, foi morta após se negar a ter relação sexual com réu (Foto: reprodução/redes sociais)

    Um homem foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da jovem trans Kauana Vasconcelos, na cidade de Ibicaraí, sul da Bahia. O crime ocorreu em 3 de novembro de 2022.

    O réu, Kauan Araújo Santos, também conhecido como “Jamanta”, foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, motivado pela recusa da vítima a praticar o ato sexual. Além disso, o réu devera pagar uma multa de R$ 80 mil aos familiares da vítima por danos morais.

    O julgamento foi realizado nesta terça-feira (15), na Vara Plena do Fórum João Alves de Macêdo, segundo a  TV Santa Cruz. A sessão começou por volta das 8h30 e foi até o horário das 19h.

    Justiça afasta crime de feminicídio da acusação

    Durante a análise do processo, a Justiça desconsiderou o crime de feminicídio, pelo qual Kauan também era investigado.

    Inicialmente, a investigação chegou a considerar a participação de outros dois suspeitos na morte, mas a conduta foi desclassificada durante o andamento do processo.

    O MPBA (Ministério Público da Bahia) pediu que a dupla fosse investigada pelo crime de omissão de socorro com resultado em morte. Posteriormente, no entanto, a Justiça considerou que não havia indícios de autoria e participação dos outros suspeitos, separando os processos.

    Adolescente trans foi morta a facadas

    Segundo a denúncia do MPBA , em 3 de novembro de 2022, Kauana Vasconcelos, de 16 anos, estava em uma localidade conhecida como “Pôr do Sol” com o réu e outros dois suspeitos.

    A jovem teria sido convidada por Kauan para “fazer uma social”, o que indicava uma proposta para relação sexual, segundo as investigações. Moradores da região informação que a adolescente foi levada numa motocicleta por um homem para uma residência na Rua Casa Nova, onde estavam os outros dois suspeitos.

    Kauana teria sido esfaqueada e arrastada até um terreno baldio, onde os homens tentaram afogá-la.

    Ainda segundo detalhes apresentados na denúncia do MPBA, via g1 Bahia, o grupo foi para casa de um dos envolvidos no crime. Apesar de ferida, a jovem conseguiu deixar o imóvel e foi levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

    O crime ganhou repercussão nacional em todo o estado da Bahia.