Cosme, Damião, Ibejis e erês
Não quero fazer inveja a outros tabuleiros de Salvador nem a ninguém, mas este daqui terá um caruru com muito samba, chopp, drinks e até picolés para refrescar no calor que vai fazer domingo. Esta tradição baiana não morrerá enquanto houver o bahia.ba. Se você não foi chamado para nenhum, faça o seu.
Ora Neto, ora Galego
Confesso que não aguento mais o tema “Banco Master”. Mas aqui, no meu tabuleiro, todo cliente que chega, pedindo acarajé ou abará, acaba falando nessa história. Até o início desta semana, o principal alvo era ACM Neto (União Brasil). Hoje, devolveram os holofotes ao galego Jaques Wagner (PT).
Sem Vorcaro, com Guto
A imprensa dita “nacional”, inclusive, vive cometendo equívocos nessa história. É um erro ficar forçando uma ligação entre Wagner e Vorcaro. Por aqui no Candeal, todo mundo sabe que não tem nada a ver. O amigo do Galego nessa história toda é o empresário Augusto Lima, o Guto, ex-sócio do Banco Master. Muito chato ter que ficar ensinando esse povo de Rio e São Paulo a fazer acarajé.
Respiro curto
Wagner, inclusive, tinha ganhado um respiro quando Guto expôs à PF que não foi o senador quem elaborou a Medida Provisória que favoreceu o Banco Master e que, pelo contrário, o petista havia sido autor de uma emenda que prejudicava os interesses dos banqueiros. Fez sentido. Mas aí hoje vazaram uma delação de Vorcaro que nem foi aceita e o nome do senador voltou ao bololô.
Com Lula, contra Lula
Comenta-se há algum tempo aqui no Candeal que uma possível vitória de ACM Neto na Bahia é estratégica para Flávio Bolsonaro (PL). A ideia é que, com Neto eleito, os prefeitos do interior abandonem Jerônimo Rodrigues (PT) e deixem de fazer força em prol de Lula (PT) no segundo turno. Nesse sentido, o voto “LuNeto” pode se tornar um voto contra Lula.
Em Feira contra o bolsonarismo
Sabendo disso, o presidente segue colocando a Bahia como estratégica para a sua vitória. Virá para Feira de Santana na próxima terça-feira (29), visando dar ainda mais força para Jerônimo conquistar a reeleição e, assim, interromper os planos do bolsonarismo.
A Bahia no centro da estratégia
Não temos só Lula vindo à Bahia. Os presidenciáveis Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) também possuem vindas ao estado agendadas para os próximos dias. Na semana passada, foi a vez de Flávio passar aqui, quando esteve em Vitória da Conquista ao lado de João Roma (PL).
Vai ter debate? I
Resta saber se a vinda de Lula na data escolhida vai servir de desculpa para que o governador Jerônimo não compareça ao debate da Rede Bahia. É possível que o evento com Lula em Feira invada a noite, impossibilitando a ida do petista ao enfrentamento marcado na emissora de São Lázaro.
Vai ter debate? II
Há quem diga que Jerônimo não quer ser visitante no debate, já que a Rede Bahia tem como um de seus proprietários o ex-senador Antônio Carlos Magalhães Júnior, pai de ACM Neto. A emissora, historicamente ligada ao carlismo, nega que tenha interesses partidários.
Clima estranho
Quem passou pela sessão de segunda-feira (21) da Câmara de Salvador percebeu que o ar estava diferente. E não era o ar-condicionado. A tensão tomou conta do plenário, com movimentações pouco usuais e até ligação do presidente Carlos Muniz (PSDB) para vereador garantir presença durante a sessão. Teve parlamentar que preferiu ficar do lado de fora para não bater o ponto, mas logo depois mudou de ideia.
É guerra
Se a segunda foi estranha, a quarta (23) tratou de colocar gasolina no plenário. Durante a reunião do colégio de líderes, o clima esquentou entre Muniz e Alexandre Aleluia (Novo). O encontro, que deveria servir para organizar a pauta, ganhou contornos de prévia da disputa pelo comando da Casa. De um lado, Muniz trabalha para permanecer na cadeira. Do outro, Aleluia aparece como interessado na mesma cadeira.
Vai antecipar?
Nos corredores da Câmara, circula a informação de que um dos motivos do atrito entre Muniz e Aleluia seria a possibilidade de antecipação da eleição para a presidência da Casa. A data ventilada seria 1º de outubro, antes das eleições. A ideia seria resolver logo o assunto antes que o resultado eleitoral embaralhe as coisas. Oficialmente, antecipar não é simples. Mas quem acompanha a CMS sabe: forças ocultas podem atuar e as coisas podem mudar.
Rui de olho em Salvador
Há quem fale que um grupo ligado ao ex-ministro Rui Costa (PT), candidato a senador, estaria trabalhando para manter Muniz no comando da Casa, de olho nas eleições municipais de 2028. Se a movimentação se confirmar, Rui estaria ampliando seu espaço no tabuleiro: governo estadual, Senado e, agora, Câmara de Salvador.
Projetos parados
Enquanto os vereadores brigam por interesses particulares e busca incessante pelo poder, projetos de interesse da população, como o Kiss and Fly proposto por Muniz, continuam barrados.
Briga de foice em Camaçari
O bicho está pegando em Camaçari. Falaram aqui no meu tabuleiro que o vereador Tagner Cerqueira (PT), candidato à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), estaria atuando nos bastidores de modo a combater a candidatura à reeleição do deputado estadual Júnior Muniz (PT). Os dois brigam no mesmo espaço pelo mesmo posto e a rivalidade já gera incômodos no partido.
A pressa é inimiga da perfeição I
Nem votamos ainda no primeiro turno das eleições de 2026 e já tem gente pensando na disputa de 2028. Certa está a vice-prefeita Ana Paula Matos (União Brasil), que sempre desconversa quando é perguntada sobre o tema, mesmo tendo a torcida de praticamente todo o grupo político.
A pressa é inimiga da perfeição II
Ana deve ter aprendido com o exemplo do simpático colega Leo Prates, que está há muitos anos declarando seu interesse em ser prefeito e, com isso, só conseguiu perder espaço interno. No grupo carlista, pega mal essa declaração insistente de interesse em assumir lideranças. Afinal, o único líder é claro: ACM Neto.
O Ba-Vi das bets I
Essa história toda sobre proibir as chamadas bets está dando o que falar. Vários clubes se manifestaram contra a ideia, lançando o baratino de que o futebol brasileiro acabaria. O Vitória foi um deles. Nosso Leão ganha uns minguados de uma casa de aposta, tendo um dos piores contratos de patrocínio master da Série A, mas reclamou como se ganhasse os mesmos milhões do Flamengo.
O Ba-Vi das bets II
Quem me pergunta aqui no tabuleiro para qual time eu torço, sabe que eu sempre digo que sou Ba-Vi. Mas eu gostei mesmo foi do posicionamento silencioso do Bahia. O Esquadrão só quer que as regras sejam as mesmas. Seja quais forem as condições, com ou sem bet, o Tricolor vai disputar para ganhar.
O misto de Santo Amaro
Em uma publicação contra as bets, o cantor santamarense Caetano Veloso deixou mais claro do que nunca que tem dois times do coração: primeiro, o Bahia; depois, o Flamengo. Só não tem o coração maior que o amigo Gilberto Gil, torcedor de Bahia, Fluminense, Santa Cruz, Santos, Cruzeiro, Grêmio e Chelsea. E talvez eu tenha esquecido algum clube.
O fracasso do PSOL
Falando no Vitória, lembrei que a candidatura de Ronaldo Mansur (PSOL) não vingou de jeito nenhum, em contraponto com os últimos desempenhos de Kleber Rosa (PSOL). A verdade é que nem o pessoal da federação PSOL/Rede acreditava muito. Mas ele, incapaz de levar a eleição para o segundo turno, agora passou a dizer que a disputa é “nojenta e corrupta”.
Casa da Mãe Joana
Mas, em uma coisa, Mansur tem razão. É preciso ter mais fiscalização das propagandas que são feitas pelos candidatos. Se investigar direitinho alguns influenciadores e candidatos, acham até indício de caixa 2. Se deixar passar, o pleito vira casa da mãe Joana.

