A professora Delliana Ricelli alcança a maior votação individual da história do PSOL na Bahia nas eleições de 2026. Candidata ao Senado, ela recebeu 215.190 votos e superou os principais recordes anteriores da legenda e também superando os votos recebidos pelo candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL) e o deputado estadual eleito Kleber Rosa (PSOL).
Apesar de não conquistar uma das duas vagas ao Senado, Delliana avaliou positivamente o desempenho obtido nas urnas. Em declaração dada ao bahia.ba, a candidata atribui a votação ao trabalho realizado durante a campanha. “A gente recebe esse processo com muita alegria, fruto de um trabalho que nós desenvolvemos. A gente está muito feliz com o resultado, muito feliz mesmo”, comemorou.
Votação supera antigos recordes do PSOL
Com 215.190 votos, Delliana superou em 55,2% a marca que pertencia a Kleber Rosa, quando foi candidato à Prefeitura de Salvador em 2024, e na época recebeu 138.610 votos. A diferença entre os dois resultados chega a 76.580 votos.
Antes dele, o recorde do partido na Bahia pertencia a Tâmara Azevedo, que obteve 119.307 votos na disputa pelo Senado em 2022. Delliana superou essa marca em 95.883 votos, ou 80,4%.
Delliana supera o candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur
Delliana também registrou uma votação superior ao do então candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), que recebeu 27.243 votos pela Bahia, desta forma a professora com os 215.190 votos, superou em cerca de 7,9 vezes esse número, com uma diferença de 187.947 votos.
A então candidata ao senado também teve superou resultados obtidos pelas chapas do PSOL e da federação PSOL/REDE em outras disputas de 2026. Além de exceder Ronaldo Mansur, Delliana também ultrapassou a federação, que somou 207.058 votos na disputa por deputado estadual, menos que os votos obtidos por Delliana.
Para deputado federal, a federação alcançou 87.171 votos, número equivalente a cerca de 40% da votação obtida pela candidata ao Senado.
Campanha supera limitações de recursos
Delliana também destacou que a campanha foi realizada com recursos limitados e que conseguiu alcançar eleitores além do público tradicional do partido, que conseguiu “furar a bolha”. “A nossa campanha foi uma campanha anti-sistema, com pouco recurso. E ainda assim a gente conseguiu furar a bolha”, disse.
Segundo a então candidata, temas como educação e direitos das mulheres estiveram entre as principais pautas apresentadas durante a disputa pelo Senado e que foram acolhidos pelos 215.190 votos. “A gente conseguiu dar um recado, pautar a educação, pautar mulheres.Isso é fruto de um reconhecimento do nosso trabalho”, afirmou.

