Delliana critica aprovação automática na Bahia

    Candidata ao Senado questiona modelo educacional e defende mudanças durante podcast do bahia.ba

    Foto: Camile Campos / bahia.ba

    A candidata ao Senado pela Bahia, professora Delliana Ricelli (PSOL), criticou o modelo de aprovação automática durante participação no Politiquestion, podcast do bahia.ba nesta quinta-feira (24). Durante a entrevista, ela classificou a prática como um dos principais problemas da educação e afirmou que o sistema pode esconder dificuldades de aprendizagem entre os estudantes.

    Ao comentar a realidade da educação no estado, Delliana declarou: “No estado da Bahia, a gente tem o que, para mim, é a pior coisa que existe, que é esse processo de aprovação automática”. Segundo a candidata, o modelo pode até contribuir para o avanço de alunos na escola, mas tem um impacto negativo nesse indivíduo que ainda não desenvolveu os conhecimentos básicos necessários.

    Delliana também afirmou que a prática está sendo apliada e questionou a utilização de indicadores educacionais para avaliar o desempenho dos estudantes. “Vem sendo operado em outros estados, mas aqui, agora, com essa questão de você aumentar os índices, a gente tem mascarado uma realidade, que são alunos que não têm o conhecimento mínimo necessário”, criticou.

    Aprovação não garante preparo para o futuro

    A candidata defendeu que a avaliação da educação considere os conhecimentos efetivamente adquiridos pelos alunos, e não apenas os índices de aprovação. “A gente precisa ir para além dos números, ir para além do que os índices externos têm garantidos, porque não basta o aluno ser aprovado na escola e ser reprovado na vida”, disse Delliana.

    Ela citou dificuldades que esses estudantes podem enfrentar ao tentar ingressar em universidades ou prestar concursos públicos. Ao finalizar, Delliana questionou o futuro dos estudantes que avançam de série sem a formação necessária e podem acabar fora da escola e do mercado de trabalho.

    “O que a gente vai fazer? Como é que a gente vai ficar, como é chamado agora, o nem-nem, nem trabalha e nem estuda? Então, são problemas que a gente precisa resolver e eu acredito que a educação é uma área que dá resposta para várias outras áreas da sociedade”, afirmou.