PEC de jornada flexível defendida por Flávio tem 132 mil votos contra

    A também conta com a assinatura do senador baiano, Angelo Coronel (Republicanos), que perdeu a eleição no último domingo (4)

    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

    A PEC 12/2026, que propõe a criação de um regime flexível de jornada de trabalho, registra forte participação na consulta pública disponibilizada pelo Senado Federal. Até a manhã desta quarta-feira (7), a proposta contabilizava exatos 132.800 votos contrários e 9.702 favoráveis no portal e-Cidadania. Esses números podem variar no decorrer do dia.

    Apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), com o apoio do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e de outros parlamentares, a proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir que empregados escolham entre o regime tradicional previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo baseado em horas trabalhadas.

    O que prevê a PEC

    No regime flexível, a remuneração seria calculada de acordo com a quantidade de horas trabalhadas. Direitos como férias e 13º salário também seriam proporcionais à jornada, conforme a explicação disponível no Senado.

    Os autores defendem que a mudança daria maior autonomia aos trabalhadores para ajustar a jornada às necessidades pessoais e profissionais.

    A proposta ganhou espaço no debate sobre a jornada de trabalho após o avanço de outra PEC no Congresso que trata da redução da jornada e do fim da escala 6×1.

    Consulta pública não decide a tramitação

    Apesar do volume de votos, o resultado da consulta pública não determina a decisão dos senadores. Segundo o próprio Senado, a votação no e-Cidadania serve para sinalizar a opinião dos participantes e contribuir para a formação de opinião dos parlamentares.

    Qualquer pessoa cadastrada no portal pode votar uma vez em cada proposição. A consulta permanece aberta enquanto a matéria estiver em tramitação no Senado, sem prazo previamente definido.

    A PEC 12/2026 está em tramitação no Senado e ainda precisa seguir as etapas do processo legislativo antes de uma eventual votação definitiva.

    Senadores que assinaram a PEC

    Ao todo, 36 senadores assinaram a proposta. Entre as assinaturas está a do senador baiano Angelo Coronel (Republicanos), que não foi reeleito para o Senado no pleito do último domingo (4).

    • Rogério Marinho (PL-RN)
    • Damares Alves (Republicanos-DF)
    • Eduardo Girão (Novo-CE)
    • Laércio Oliveira (PP-SE)
    • Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
    • Plínio Valério (PSDB-AM)
    • Marcos Rogério (PL-RO)
    • Hermes Klann (PL-SC)
    • Zequinha Marinho (Podemos-PA)
    • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
    • Magno Malta (PL-ES)
    • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
    • Wilder Morais (PL-GO)
    • Jaime Bagattoli (PL-RO)
    • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
    • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
    • Ciro Nogueira (PP-PI)
    • Tereza Cristina (PP-MS)
    • Carlos Portinho (PL-RJ)
    • Dr. Hiran (PP-RR)
    • Eduardo Gomes (PL-TO)
    • Marcio Bittar (PL-AC)
    • Lucas Barreto (PSD-AP)
    • Sergio Moro (PL-PR)
    • Romário (PL-RJ)
    • Angelo Coronel (Republicanos-BA)
    • Marcos do Val (Avante-ES)
    • Efraim Filho (PL-PB)
    • Dra. Eudócia (PSDB-AL)
    • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
    • Izalci Lucas (PL-DF)
    • Roberta Acioly (Republicanos-RR)
    • Sérgio Petecão (PSD-AC)
    • Cleitinho (Republicanos-MG)
    • Esperidião Amin (PP-SC)
    • Wellington Fagundes (PL-MT)