Promotor do MP orienta população sobre canais para denunciar xenofobia

    Coordenador da área criminal, Adalto Araújo reforça a atuação contínua do órgão nesses casos

    O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) informou que a força-tarefa em andamento não possui uma data pré-definida para o encerramento dos trabalhos. A evolução das apurações dependerá diretamente do volume de demandas encaminhadas e do tempo necessário para a conclusão das diligências.
    A declaração foi feita pelo promotor de Justiça Adalto Araújo, coordenador da área criminal da instituição. Segundo o membro do orgão ministerial, a atuação se manterá firme e constante enquanto houver necessidade de resposta às ocorrências.
    “A força-tarefa ainda não tem uma previsão de finalização. Vai depender do volume e da conclusão das atividades”, afirmou Araújo.
    O promotor ressaltou ainda a expectativa de que os episódios investigados diminuam, mas garantiu acompanhamento permanente: “Confiamos na população de que isso vai diminuir e se acalmar. À medida que forem ocorrendo [novos fatos], precisaremos reforçar e estar sempre acompanhando para dar uma resposta”.

    Canais de denúncia

    Para assegurar o recebimento de relatos e provas fornecidos pelos cidadãos, o MP-BA disponibilizou múltiplos canais de comunicação. As denúncias podem ser registradas diretamente no site oficial da instituição na área de atendimento ao cidadão, onde o formulário permite o envio de documentos e fotos, garantindo o direito ao sigilo e ao anonimato. O cidadão também pode registrar ocorrências por meio do telefone 127.
    Além disso, as opções presenciais seguem com portas abertas na sede do MP no bairro de Nazaré e nas promotorias criminais localizadas no Fórum de Sussuarana, na capital, bem como nas promotorias de Justiça do interior do estado.
    De acordo com o coordenador criminal, o órgão já vem registrando um expressivo volume de manifestações vindas do público. “As portas são as mais amplas possíveis e já temos recebido bastante notícias encaminhadas pela população”, concluiu o promotor.