O resultado das eleições de 2026 já começa a produzir efeitos sobre o tabuleiro político de Salvador, com articulações que miram não apenas a composição das administrações, mas também a sucessão municipal de 2028, envolvendo o deputado federal federal reeleito Léo Prates (Republicanos).
Conforme antecipado com exclusividade pelo bahia.ba, a possibilidade é que o parlamentar deixe temporariamente a Câmara dos Deputados para assumir uma secretaria na Prefeitura de Salvador, abrindo espaço para o primeiro suplente, Soldado Correa, ocupar a cadeira no Congresso.
A mudança, porém, ainda depende de entendimento com a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil). Nos bastidores, a avaliação é de que a operação poderia acomodar interesses do Republicanos e, ao mesmo tempo, fortalecer a presença de Prates na política municipal.
Qual secretaria poderá abrigar Léo Prates
Uma das possibilidades discutidas para o deputado é o comando da Secretaria Municipal da Saúde, pasta que ele já ocupou entre 2019 e 2022. Na ocasião, Prates ganhou projeção pela atuação na área durante a pandemia de Covid-19.
A eventual volta à Saúde teria, portanto, um componente administrativo e outro político. A secretaria daria a Prates uma vitrine na gestão municipal e poderia servir como plataforma para um projeto eleitoral mais amplo em 2028.
Disputa por 2028 já entra nas conversas
Embora a eleição municipal ainda esteja distante, o movimento dentro do Republicanos é interpretado no meio político como parte da preparação para a disputa pela Prefeitura de Salvador.
Léo Prates aparece entre os nomes que podem entrar no radar do grupo de Bruno Reis para a sucessão. A possibilidade concorre com uma alternativa considerada natural dentro da própria administração: a vice-prefeita Ana Paula Matos.
Parte da cúpula do prefeito trabalha com a hipótese de Ana Paula representar a continuidade da atual gestão. Outro grupo, porém, considera a possibilidade de Prates assumir maior protagonismo no Executivo municipal antes da definição das candidaturas.
A eventual ida para uma secretaria, nesse cenário, não seria apenas uma troca de cadeira entre Executivo e Legislativo. Seria também uma movimentação capaz de recolocar Prates no centro da política municipal antes da disputa de 2028.
PT também avalia alternativas
Do outro lado do campo político, o PT também começa a aparecer nas conversas sobre a sucessão de Salvador.
Conforme publicado pelo bahia.ba, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, é cotada como uma possibilidade para representar o partido na disputa pela Prefeitura de Salvador.
O cenário, no entanto, permanece aberto. A composição das forças para 2028 dependerá das alianças construídas ao longo dos próximos dois anos e dos movimentos das principais lideranças políticas da Bahia.
Segundo turno presidencial pode mudar o jogo
Além das articulações locais, o resultado do segundo turno da eleição presidencial ainda é uma variável que pode interferir no desenho político de Salvador e da Bahia.
A definição da disputa entre os candidatos à Presidência poderá produzir novos alinhamentos entre partidos, lideranças e grupos políticos, com reflexos sobre as alianças para 2028. Eventuais mudanças na relação de forças no plano nacional também podem influenciar as estratégias de Bruno Reis, do Republicanos, do PT e das demais siglas que hoje discutem a sucessão municipal.
Assim, embora os primeiros movimentos já estejam em curso, o tabuleiro de Salvador ainda pode passar por novas mudanças antes que os principais grupos definam seus candidatos para a eleição de 2028.

