Soldado Correa pode assumir vaga na Câmara dos Deputados; entenda

    Com 80.879 votos, ele terminou como o quarto candidato mais votado do Republicanos na Bahia

    Foto: Reprodução/YouTube

    O candidato a deputado federal Soldado Correa (Republicanos), que terminou a eleição na suplência com 80.879 votos, deverá assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados a partir de 2027, segundo informações obtidas com exclusividade pelo bahia.ba. A movimentação estaria relacionada a um acordo interno do partido envolvendo o deputado federal eleito Léo Prates.

    Pelo entendimento, Léo deverá assumir uma secretaria na Prefeitura de Salvador, na gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil), abrindo espaço para que Correa seja convocado para o mandato federal.

    A articulação, no entanto, depende da confirmação da nomeação de Prates para a administração municipal e da consequente formalização da mudança na bancada.

    Quarto mais votado do Republicanos

    Mesmo tendo lançado sua candidatura apenas em agosto de 2026, já na reta final do calendário eleitoral, Correa obteve uma votação expressiva em sua primeira disputa por um cargo eletivo.

    Com 80.879 votos, ele terminou como o quarto candidato mais votado do Republicanos na Bahia e ficou entre os nomes que alcançaram votação suficiente para permanecer na suplência.

    O desempenho ganhou ainda mais peso em Salvador. Na capital baiana, Correa recebeu cerca de 23.379 votos, concentrando parcela relevante de sua votação.

    Acordo pode mudar bancada

    A eventual ida de Léo Prates para a Prefeitura de Salvador provocaria uma alteração na composição da bancada baiana na Câmara dos Deputados antes mesmo do início da legislatura de 2027.

    Caso a movimentação seja concretizada, Soldado Correa deixará a condição de suplente para assumir o mandato federal. A mudança também transformaria o resultado eleitoral do Republicanos em uma das primeiras movimentações políticas da nova legislatura.

    A definição deve ocorrer após a composição do secretariado da Prefeitura de Salvador e a formalização da eventual saída de Prates da Câmara.