O desempenho ofensivo do Bahia no Campeonato Brasileiro levou o Palmeiras a modificar sua organização defensiva para o confronto entre as equipes, disputado na noite de quinta-feira (8), no Nubank Parque. Após a vitória paulista por 1 a 0, o auxiliar João Martins revelou que a utilização de três zagueiros foi planejada especificamente para reduzir os espaços explorados pelo time comandado por Rogério Ceni.
Responsável por dirigir o Palmeiras à beira do campo devido à suspensão de Abel Ferreira, o português explicou que a comissão técnica estudou as características do adversário antes de definir a formação. A preocupação estava relacionada principalmente à capacidade do Tricolor de criar oportunidades, característica que, segundo Martins, colocava o Bahia em destaque entre os participantes da Série A.
“Gostamos de olhar para o adversário e ver os pontos fortes. Essa era a equipe que mais criava oportunidades de gol no Brasileirão, equipe hiper ofensiva, que joga muito bem, isso nota-se na classificação”, afirmou.
A escolha por uma linha defensiva reforçada tinha como objetivo limitar tanto as jogadas individuais dos pontas quanto as infiltrações dos jogadores que se aproximam da área. Martins ressaltou que a decisão não representa necessariamente uma mudança permanente na maneira de jogar do Palmeiras, mas uma solução adotada para as dificuldades que o Bahia poderia oferecer.
“É uma equipe que cria muitas dificuldades com pontas abertos, fortes no um contra um, muitos jogadores por dentro a furar a última linha, por isso optamos por três zagueiros para fechar espaços”, explicou.
Estratégia limita as chances do Bahia
O plano defensivo funcionou especialmente na contenção das finalizações tricolores. Mesmo com maior posse de bola durante parte do confronto, o Bahia conseguiu acertar apenas um chute na direção do gol palmeirense, enquanto os donos da casa criaram as oportunidades mais perigosas da partida.
Flaco López abriu o placar aos seis minutos do primeiro tempo, aproveitando uma cobrança de escanteio. A vantagem poderia ter sido ampliada, já que o Palmeiras acertou três bolas na trave e também exigiu intervenções do goleiro Ronaldo.
Com o resultado ainda indefinido, a equipe paulista precisou preservar sua organização defensiva até os minutos finais. Para João Martins, a capacidade de suportar os períodos de maior presença do adversário no campo de ataque foi determinante para garantir os três pontos.
“Às vezes, é preciso por 10 ou 15 minutos defender bem, soubemos defender bem. Hoje foi o que era preciso para os três pontos. Temos que dar parabéns ao adversário que está a fazer um excelente trabalho”, declarou.
Outro aspecto considerado pela comissão técnica foi o retorno dos jogadores após a Data FIFA de outubro. Segundo o auxiliar, alguns atletas convocados para suas seleções só se reapresentaram no dia do confronto, situação que também pesou na definição das escolhas para a partida.
Situação no Brasileirão
O revés em São Paulo foi o segundo consecutivo do Bahia, que permaneceu na sexta colocação, com 46 pontos, e passou a ficar quatro atrás do Athletico-PR, quarto colocado, com 50. Já o Palmeiras chegou aos 60 pontos, manteve a vice-liderança e reduziu para um a diferença em relação ao Flamengo.
As duas equipes voltam a campo no domingo (11), pela 30ª rodada. O Bahia recebe o Mirassol, às 19h30, na Arena Fonte Nova, enquanto o Palmeiras disputa o clássico contra o Corinthians, às 17h30, no Nubank Parque.

