TSE dá prazo de 48h para Meta esclarecer tratamento dado a candidatos

    Ministro dá prazo de 48 horas para Meta esclarecer critérios de distribuição de conteúdo e explicar possíveis irregularidades

    Foto: Reprodução

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, neste sábado (10), que a Meta apresente, em até 48 horas, esclarecimentos sobre o tratamento dado às publicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e de Flávio Bolsonaro (PL), que também disputa a Presidência da República.

    A decisão foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira após uma representação apresentada pela coligação de Lula, que questiona os critérios utilizados pela empresa na distribuição de conteúdos políticos nas redes sociais como o Instagram e o Facebook.

    Na ação, a coligação petista sustenta que as redes sociais podem estar submetendo as publicações a uma “seletividade algorítmica”, com possíveis diferenças na entrega dos conteúdos conforme os interesses da empresa.

    A representação também aponta uma suposta omissão da Meta, diante da permanência de 255 perfis considerados inautênticos, que seriam administrados por IA.

    Meta deve apresentar registros de moderação

    Além de esclarecer os critérios de distribuição, a empresa deverá preservar os registros de moderação, conhecidos como logs, e fornecer informações sobre anúncios, métricas e medidas aplicadas aos perfis oficiais de Lula e às contas de terceiros citadas no processo.

    A determinação também prevê explicações sobre as “supostas anomalias” nos indicadores das publicações, incluindo os critérios utilizados para contabilizar visualizações.

    Lula acusa empresa de interferência eleitoral

    Mais cedo, o presidente Lula divulgou uma nota na qual acusou a Meta de tentar interferir no processo eleitoral. A decisão do TSE busca reunir informações para analisar as alegações apresentadas pela coligação antes de tomar qualquer decisão. A plataforma deverá responder aos questionamentos dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral e provar que não ocorreu distinção e apresentar provas disso.

    “O documento, produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, apontou que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos”, disse em nota.