Lula recorrerá contra suspensão de canal de WhatsApp pelo TSE

    Petista classificou a medida como uma interferência indevida no processo eleitoral

    Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste domingo (11) que seu partido recorrerá à Justiça contra a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. O petista classificou a medida como uma interferência indevida no processo eleitoral.

    “Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou Lula a jornalistas antes de participar de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.

    Lula questionou Justiça Eleitoral

    O presidente também questionou decisões da Justiça Eleitoral que, segundo ele, prejudicam sua candidatura. Nunes Marques chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.

    “Já venho percebendo, há alguns dias, que existem muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim”.

    Campanha de Flávio pediu suspensão

    A suspensão do canal foi solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro, sob a alegação de que o grupo disseminava informações falsas sobre o possível cancelamento de benefícios e programas sociais caso o candidato do PL vença a eleição.

    O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), apoiador de Lula. Após a decisão, o parlamentar contestou a medida e afirmou que o espaço era utilizado para mobilizar eleitores durante o segundo turno, e não para divulgar notícias.

    “A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, complementou Janones.

    A decisão do TSE e a reação de Lula ocorrem durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.