Roma diz que debate na Band será chance de Flávio desmascarar Lula

    Ex-ministro da Cidadania afirmou que o encontro será uma oportunidade para o candidato rebater críticas dos adversários

    Foto: Max Haack
    O presidente do PL na Bahia, João Roma, defendeu a participação de Flávio Bolsonaro no debate da Band com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da disputa presidencial. Em entrevista ao programa Jornal Comunica Brasil, o ex-ministro da Cidadania afirmou que o encontro será uma oportunidade para o candidato rebater críticas dos adversários e apresentar suas propostas para o país.

    “Eu acho fundamental Flávio participar do debate para, inclusive, desmistificar muitas coisas e trazer a verdade. Eu gosto sempre de dizer que basta uma gota de verdade para deixar claro um mar de mentiras”, declarou.

    Segundo Roma, o confronto direto entre os candidatos permitirá que Flávio apresente suas ideias e demonstre preparo para governar o Brasil. O dirigente também criticou os ataques durante a campanha e defendeu que a discussão eleitoral se concentre em propostas para melhorar as condições de vida da população.

    Roma critica ausência de Rui Costa e Jaques Wagner

    Durante a entrevista, o presidente do PL baiano também relembrou a própria disputa ao Senado e criticou a ausência dos então candidatos Rui Costa e Jaques Wagner no debate mencionado por ele.

    “Eles se esconderam atrás de um número, de uma estrutura de poder, para mais uma vez conquistar um mandato aqui na Bahia. É uma pena que, durante esse período todo, não consigam transformar isso em benefícios para a Bahia”, afirmou.

    Roma disse ainda que Flávio Bolsonaro reafirmou o compromisso com a Bahia e o Nordeste durante uma reunião com lideranças aliadas. De acordo com o dirigente, o candidato manifestou a intenção de ampliar os investimentos na região para melhorar as condições de vida da população.

    Cacique do PL cobra atenção à economia

    Outro ponto destacado pelo presidente do PL na Bahia foi o impacto da economia sobre o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda. Para Roma, o debate presidencial deve abordar questões como poder de compra e as dificuldades enfrentadas por quem depende dos rendimentos do próprio trabalho.

    “Às vezes, a pessoa fala de indicadores econômicos e pensa que isso é coisa de rico. Não. Isso afeta justamente o cidadão mais necessitado, que não tem como proteger os seus recursos, o que consegue amealhar fruto do seu trabalho”, afirmou.