Alckmin demonstra preocupação com atuação do STF nas eleições

    Em Salvador, vice-presidente defendeu segurança jurídica, mandatos para integrantes do Judiciário e maior responsabilidade das autoridades

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) demonstrou preocupação com a participação do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo eleitoral e defendeu a isenção, segurança jurídica e maior responsabilidade das autoridades. A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), em Salvador, onde participou de um encontro com empresários, que discutiu o cenário econômico, os desafios e as perspectivas para o futuro do Brasil.

    Durante entrevista coletiva, o vice-presidente destacou a importância das garantias do sistema eleitoral brasileiro e afirmou que a atuação das instituições deve ser pautada pela imparcialidade.

    “Olha, com preocupação. A Justiça Eleitoral foi uma conquista. A cabine indevassável, o voto secreto, a Justiça Eleitoral foram conquistas da sociedade. Então, é preciso ter isenção, segurança jurídica. É isso que se espera”, declarou.

    Na sequência, Alckmin afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende promover reformas políticas e do Judiciário. Ele citou a reforma tributária, já aprovada durante o atual governo, e defendeu a adoção de mandatos para integrantes do Judiciário.

    “E o presidente Lula, como fez a reforma tributária, vai fazer a reforma política, a reforma do Judiciário. Nós defendemos mandato. Europa inteira é assim, você tem mandato de 10 anos, 12 anos, mas você tem mandato”, afirmou.

    O vice-presidente também defendeu a criação de um código de ética aplicável a todos e ressaltou que a responsabilidade deve ser proporcional ao poder exercido.

    “Código de ética, isso deve valer para todos. Quanto maior a autoridade, quanto maior o poder, maior deve ser a responsabilidade”, completou.

    Representação contra a Meta

    A coligação da campanha de reeleição do presidente Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última quarta-feira (14) contra a empresa de tecnologia Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.

    Segundo a representação, as plataformas estariam impondo restrições indevidas à distribuição de publicações relacionadas a Lula e adotando tratamento seletivo nas ferramentas de inteligência artificial da empresa.

    A coligação alega que os recursos de criação e geração de imagens por inteligência artificial do Meta AI estariam bloqueando comandos referentes ao presidente, enquanto permitiriam produzir conteúdos visuais relacionados ao adversário, Flávio Bolsonaro (PL).