Campanha de Lula aciona TSE contra Meta por viés em algoritmo

    Segundo a representação enviada à Corte Eleitoral, ferramentas de IA estariam bloqueando comandos referentes ao petista

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A coligação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (14) contra a empresa de tecnologia Meta. A petição acusa as plataformas da companhia, que englobam o Facebook, Instagram e WhatsApp, de aplicarem restrições indevidas na entrega de publicações do candidato e de operarem com seletividade no motor de inteligência artificial Meta AI.

    Segundo a representação enviada à Corte Eleitoral, as ferramentas de criação e geração de imagens por inteligência artificial da plataforma estariam bloqueando comandos referentes a Lula, ao mesmo tempo em que permitiam a geração de conteúdos visuais relacionados ao candidato adversário, Flávio Bolsonaro.

    Os advogados da campanha sustentaram que a empresa incorre em “seletividade algorítmica” e viés para direcionar resultados favoráveis ao oponente, além de alegarem interferência e pressão externa sobre o eleitorado nacional por um suposto alinhamento com a política norte-americana.

    Posicionamento da empresa

    O caso é apreciado pelo ministro do TSE, Marco Aurélio Belizze, e junta-se a outras ações que questionam a atuação das grandes plataformas no pleito, incluindo denúncias sobre o impulsionamento não identificado e a proliferação de mais de 250 perfis falsos mapeados pela coligação.

    Em nota oficial encaminhada sobre o episódio, a Meta negou qualquer favorecimento ou direcionamento político em seus sistemas. A empresa informou que, em cumprimento às normas e diretrizes estabelecidas pela legislação eleitoral brasileira, adotou a proibição temporária para a recomendação e para a geração de imagens de qualquer candidato.

    A companhia destacou ainda ter implementado travas adicionais de segurança para impedir a criação de conteúdos visuais mesmo quando o usuário digita apenas o primeiro nome do postulante ou seu número oficial na urna eletrônica.