Com Grupo City, Arena Fonte Nova pode ter hotel e centro de convenções

    Possível nova gestão prevê novas áreas comerciais e expansão da loja do Bahia

    Arena Fonte Nova
    Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

    A possibilidade de a Arena Fonte Nova passar a ser gerida pelo City Football Group (CFG) é real. O Governo da Estado iniciou conversas com representantes do Grupo City, responsável pelo futebol do Bahia, que deve ser o principal interessado em assumir a operação do estádio a partir de 2028.

    Segundo o jornalista Cáscio Cardoso, a ideia é readequar e reestruturar a arena para atender aos planos do Grupo City. Um estudo está em andamento para avaliar as intervenções necessárias e as possibilidades de ampliação das atividades comerciais do espaço.

    Entre as ideias em análise estão o aproveitamento de áreas atualmente ociosas, como o estacionamento da antiga piscina olímpica, e a construção de um empreendimento comercial.

    O projeto também prevê a expansão da loja do Bahia, além da possibilidade de implantação de um hotel e de um centro de convenções. A intenção é ampliar as possibilidades de utilização da Fonte Nova para exploração de diferentes atividades comerciais e de entretenimento.

    Operação exige planejamento a longo prazo

    A possível transferência da gestão da arena representa um processo complexo, que exige investimentos e planejamento de longo prazo. Nesse contexto, a situação do Estádio do Pacaembu, em São Paulo, serve como exemplo para os atuais administradores da Fonte Nova.

    O equipamento paulista recebe poucas partidas de futebol e tem sido utilizado principalmente para a realização de shows. O objetivo é evitar que a Fonte Nova se transforme em um equipamento subutilizado e com custos elevados de manutenção.

    A atual Parceria Público-Privada (PPP) da Arena Fonte Nova tem encerramento previsto para 31 de março de 2028, prazo a partir do qual o Governo do Estado precisará definir como será conduzida a administração do equipamento.

    Vale ressaltar que a definição sobre a administração do estádio deverá respeitar um processo licitatório. Além disso, a escolha de um futuro operador dependerá das condições estabelecidas para a concessão.