Falta de ônibus: Muniz condiciona apuração a assinaturas da oposição

    Parlamentar garantiu que abrirá a comissão interna caso a oposição obtenha o apoio formal mínimo exigido pelo regimento interno

    Foto: André Souza/bahia.ba

    O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Carlos Muniz (PSDB), afirmou ter recebido da bancada de oposição o requerimento especial para a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) destinada a apurar a indisponibilidade e a retenção de ônibus na capital baiana durante o segundo turno das eleições. O parlamentar garantiu que abrirá a comissão interna caso a oposição obtenha o apoio formal mínimo exigido pelo regimento interno da Casa Legislativa.

    Muniz destacou que a abertura do procedimento no legislativo está condicionada ao cumprimento das exigências formais e que a Câmara aguardará o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o caso.

    “Recebi da oposição aqui agora o requerimento especial de criação para a comissão interna de inquérito, que é a CEI da Câmara”, informou Carlos Muniz.

    “Eu disse a eles que precisam ter as 14 assinaturas para que nós possamos fazer algo. Se houver o acolhimento das 14 assinaturas necessárias, a gente abre essa CEI. Foi o que eu prometi à oposição, me comprometi com eles, e pode ter certeza que promessa comigo é dívida e faremos”.

    Acompanhamento dos desdobramentos

    Além da eventual atuação da comissão parlamentar, o presidente da Casa sinalizou que a atuação do Poder Legislativo municipal se pautará pelas informações repassadas pela Prefeitura à Polícia Federal no âmbito dos inquéritos abertos para apurar as denúncias e indisponibilidade da frota no dia da votação.

    “Mais do que isso, eu acho que é esperar o inquérito ou a investigação que está sendo feita pela Polícia Federal para que nós possamos tomar algum tipo de providência”, avaliou o presidente da CMS.

    “A Polícia Federal está fazendo a investigação que deve ser feita e a Prefeitura está dando as informações. Se a Polícia Federal identificar que essas informações foram necessárias, não haverá inquérito; se acharem que não foram suficientes, irá abrir o inquérito e, nisso aí, a gente vai tomando as informações e as providências necessárias na Câmara”, concluiu o edil.