Randerson Leal articula assinaturas para impeachment de Bruno Reis

    Oposição busca 14 assinaturas na Câmara de Salvador para abrir investigação contra o prefeito após a falta de ônibus durante o segundo turno

    Foto: Luana Neiva/bahia.ba

    O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Randerson Leal (Podemos), afirmou nesta terça-feira (27) que a bancada trabalha para reunir as 14 assinaturas necessárias à abertura de um processo de impeachment contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil).

    A iniciativa ocorre após a falta de ônibus nas ruas da capital baiana durante o segundo turno das eleições, no domingo (25). “Estamos trabalhando para isso. Antes de mais nada, a gente quer deixar bem claro que foi um ato antidemocrático e nós, como representantes da população soteropolitana, estamos aqui para defender a nossa sociedade”, disse o vereador.

    Durante a votação, Salvador e outras cidades baianas registraram problemas na circulação de ônibus. O secretário municipal de Mobilidade (Semob), Pablo Souza, que estava em Paris na França, deve se apresentar às autoridades após ter a prisão em flagrante determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).  

    Oposição precisa de quatro assinaturas da situação

    Randerson explicou que a bancada oposicionista reúne 10 vereadores e precisa do apoio de outros quatro parlamentares para alcançar o número necessário.

    “Por isso que a bancada de oposição, os 10 vereadores que nós temos dentro da Câmara Municipal, reuniu para que a gente pudesse pedir, solicitar essa abertura da investigação através da CEI e esperamos, sim, que os outros colegas vereadores da bancada da situação também possam assinar para que a gente possa alcançar o número de 14 assinaturas e aí instalar essa comissão que vai dar o direito ao contraditório, ampla defesa”, explicou Randerson.

    Vereador defende investigação e responsabilização

    O parlamentar ressaltou que o objetivo é esclarecer o que aconteceu e garantir o direito à ampla defesa do prefeito e dos demais envolvidos. “O que a gente quer é apurar, de fato, o que ocorreu para diminuir ou minimizar a mancha que ficou em nossa cidade”, afirmou.

    Randerson Leal também declarou que a repercussão do caso ultrapassou os limites da Bahia e que a população merece uma resposta.

    “Um ato antidemocrático, um ato realmente que passou das nossas fronteiras. Então, todo o país espera essa resposta e a Câmara tem que dar essa resposta, ao menos investigar, apurar e, de fato, punir quem tem que ser punido e responsabilizar quem tem que ser responsabilizado”, declarou Randerson.