Após um período afastado de projetos autorais, Gominho está de volta à música e prepara uma nova fase da carreira. Atualmente no comando do TVZ, no Multishow, o artista lançou “Proteção de Orixá”, parceria com o cantor Quéops, e revelou que pretende voltar aos palcos com um novo projeto musical.
Em entrevista à coluna Play, de O Globo, Gominho contou que sua aproximação com a música ganhou força durante a pandemia. Desde o lançamento de seu álbum, em 2023, ele também lançou um EP e passou a participar de trabalhos de outros artistas quando se identifica com as propostas.
“Desde a pandemia, eu tenho vivido esse estreitamento com a música. Fiz o meu álbum em 2023, aí lancei um EP neste ano e fiz alguns poucos feats com amigos. Toda vez que alguém me chama para fazer uma parceria, se eu gosto da música, nem penso muito”, contou.
“Acho que toda oportunidade que eu tiver de viver com a música, eu quero viver. O Quéops é um querido e a música é muito gostosa, aí foi difícil não aceitar. Não queria perder a chance de gravar essa música linda”, acrescentou.
O próximo passo será o Gominho & Banda Astral, projeto de banda de baile que já começou a ser ensaiado e terá repertório formado por clássicos. A intenção do apresentador é conciliar as gravações do TVZ, de segunda a quinta-feira, com shows pelo país nos fins de semana. Ele também pretende lançar novas músicas e planeja dedicar um período do próximo ano à produção de um segundo álbum.
A retomada também carrega a influência de Preta Gil, que morreu em 2025 em decorrência de um câncer colorretal. Segundo Gominho, foi a amiga quem mais o incentivou a investir em uma banda de baile durante o período em que enfrentava a doença.
Gominho fala sobre luto por Preta Gil
Pouco mais de um ano após a morte da cantora, Gominho contou que a forma como lida com a ausência da amiga mudou. O artista esteve ao lado de Preta durante o tratamento contra o câncer e disse que, com o passar do tempo, a dor deu espaço a uma relação mais sensitiva com as lembranças.
“O luto é dolorido, mas, ao mesmo tempo, é um negócio interessante para você se perceber como pessoa. Porque são fases, e cada uma tem o seu tempo. Não existe um tempo para todo mundo, cada um vai digerindo e sentindo aquilo de um jeito”, afirmou.
“Para mim, depois desse um ano e pouco, a dor diminui. E a minha relação com o pós da Preta virou algo mais sensitivo. Quando eu penso nela hoje em dia, eu penso muito com uma força de luz muito grande dentro de mim”, disse.
Gominho destacou ainda que os cerca de 15 anos de convivência com a cantora ajudaram a transformar a forma como encara a perda.
“Obviamente há a falta de abraçar, de olhar no olho, mas, graças a Deus, nesses últimos 15 anos da minha vida eu pude fazer muito isso porque estávamos muito juntos. Sinto que estou cada vez mais preparado para seguir a minha vida, mantendo ela sempre no meu campo energético, no meu coração e na minha vivência”, completou.
Gominho nega ter recebido herança de Preta Gil
O apresentador também rebateu os rumores de que teria recebido parte da herança deixada pela cantora. Segundo Gominho, a informação é falsa e a relação entre os dois nunca esteve ligada a dinheiro ou a uma eventual recompensa pelo período em que ele esteve ao lado da amiga durante o tratamento.
“Não faço a menor ideia de onde tiraram essa história. Hoje em dia, a internet tem um lado muito perigoso, que é o de dar voz a todo mundo, e todo mundo fala o que quiser”, lamentou.
“As pessoas acham que essa seria uma forma de ela ser grata a mim por eu ter parado minha vida para cuidar dela. Mas a nossa relação nunca foi baseada nisso. Vivíamos outras coisas, e é isso que as pessoas não entendem”, declarou.
Gominho contou, no entanto, que ficou com alguns objetos pessoais de Preta após a morte da cantora. Entre os itens estavam bolsas de grife, uma echarpe e objetos da casa.
“Por mais rica que ela fosse, a nossa relação era muito íntima, com uma troca muito natural. Preta deixou para mim tudo o que eu sou hoje em dia. E fiquei com várias coisas que eram dela. Como a casa dela era muito grande, a gente foi dividindo as coisas. Peguei várias bolsas de grife, que, inclusive, eu vendi, a maioria”, contou.
“Fiquei só com uma, que era a que ela mais gostava. A echarpe que ela usava muito no pescoço e algumas coisas de casa também. São coisas afetivas mesmo, o dinheiro vem e vai. E eu não tenho apego a coisas materiais”, concluiu.



