Constantino ignora polêmica e volta a atacar a Bahia: ‘Faz o L’

    Comentarista ironizou escolha eleitoral dos baianos e fez referência à suposta falta de acesso à água tratada no estado

    Foto: Reprodução/ Instagram

    O jornalista e comentarista político Rodrigo Constantino voltou a fazer declarações ofensivas contra a população da Bahia. Em uma publicação no X, nesta terça-feira (3), ele ironizou a escolha eleitoral dos baianos e fez referência a uma suposta falta de acesso à água tratada no estado.

    “Alô, baianos! Quando a situação apertar, quando faltar até água, ‘se avexe não’: coloca uma música de 1992 da Daniela Mercury (quando ela fez sucesso), faz o L e seja feliz!!!”, escreveu o comunicador.

     

    A publicação retoma os ataques feitos por Constantino à Bahia após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026. Na ocasião, ele chamou o estado de “câncer do Brasil” e afirmou que “Salvador é um lixo”, além de criticar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a eleição dos senadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT).

    “Baianos, com todas as boas exceções, em geral, vocês são uma vergonha para o Brasil. Dois senadores petistas eleitos envolvidos com Vorcaro, um governador petista, que papelão!”, declarou na ocasião.

    Polícia Civil apura declarações

    Em outubro, a Polícia Civil da Bahia informou ter instaurado um procedimento para investigar as circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas ao vídeo publicado pelo comentarista. A apuração também inclui outras manifestações que possam ter caráter discriminatório contra a população baiana. Segundo a corporação, as diligências seguem sob acesso restrito.

    Após a repercussão das declarações, Constantino publicou outro vídeo no qual pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas, mas manteve as críticas ao PT na Bahia.

    Na gravação, ele afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues havia comentado o episódio e que o Ministério Público da Bahia pretendia tomar medidas contra ele. Também disse que não se preocupava com a investigação por estar nos Estados Unidos, onde, segundo ele, estaria protegido pela Primeira Emenda da Constituição americana.

    Ao se retratar, Constantino afirmou que não pretendia “extirpar” a Bahia do Brasil, mas o que chamou de “petismo” no estado. Ele também reconheceu que a expressão “câncer do Brasil” poderia ter sido ofensiva.

    “Quanto a isso, meus amigos, eu peço desculpas a quem se sentiu ofendido”, declarou.