Roberto Santos, um exemplo do presidente para o futuro

    Pelo que se viu ontem no Palácio da Aclamação, no ato em que doou o seu acervo pessoal à Fundação Pedro Calmon, o ex-governador, está no time dos bons

    Foto: Reprodução/Jovens Cientistas

    Oscar Niemayer dizia que a vida é assim, cada um chega, dá o seu recado e vai embora. Óbvio que os recados têm hierarquia. No atacado, oscilam entre bons, ruins e nenhum. Pelo que se viu ontem no Palácio da Aclamação, no ato em que doou o seu acervo pessoal à Fundação Pedro Calmon, Roberto Santos, 90 anos, ex-reitor da Ufba, ex-governador, está no time dos bons.

    Lá estava a nata do mundo acadêmico baiano. De políticos com mandato, só a senadora Lídice da Mata e o vereador Edvaldo Brito.

    E Roberto disse o porquê da doação:

    — É uma contribuição para as futuras gerações fazerem pesquisas, para manter um pedaço da memória da Bahia e para que conheçam personalidades hoje esquecidas.

    Em suma, o melhor dos recados é legar para a posteridade exemplos de decência e dignidade. Está aí um.