Publicado em 15/05/2026 às 18h23.

Eduardo Bolsonaro reage a reportagem sobre filme de Jair Bolsonaro e nega financiamento irregular

Eduardo afirmou que o veículo promove um “vazamento seletivo” com o objetivo de atingir politicamente seu irmão Flávio

André Souza
Foto: Alan Santos/PR

 

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu nesta sexta-feira (15) à reportagem publicada pelo Intercept Brasil que aponta sua atuação como produtor-executivo do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, com participação na gestão orçamentária do projeto cinematográfico.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo afirmou que o veículo promove um “vazamento seletivo” com o objetivo de atingir politicamente o senador Flávio Bolsonaro, citado por ele como líder em pesquisas presidenciais.

“Meus caros, vocês estão vendo o que está acontecendo. O Intercept está fazendo um vazamento seletivo, algo criminoso para tentar assassinar a reputação do Flávio Bolsonaro, porque ele lidera as pesquisas para presidente. Não tem nada de legal, nada de regular, mas ainda assim eles vão tentar emplacar as suas narrativas se apegando a termos técnicos para tentar manipular você a imaginar que nós estamos mentindo.”

Na declaração, Eduardo negou ter sido financiado pelo empresário Daniel Vorcaro e afirmou que os recursos iniciais usados no projeto partiram de valores arrecadados com o curso “Ação Conservadora”, lançado por ele anos atrás.

“Com o dinheiro dos recursos da Ação Conservadora, eu peguei 350 mil reais, transformei em cerca de 50 mil dólares e mandei para os Estados Unidos. Por quê? Para garantir o contrato com o diretor de Hollywood, para que ele pudesse fazer o roteiro, começar a rascunhar, desenhar essa história.”

Segundo Eduardo, o contrato inicial previa que ele ocupasse a função de diretor executivo do projeto enquanto arcava sozinho com os riscos financeiros da produção. Posteriormente, afirmou, o modelo teria sido alterado com a entrada de investidores internacionais.

“Então não tem nada além disso, a essa época o meu contrato era com a produtora, que basicamente disse o seguinte, Eduardo, bota esse dinheiro aqui, como o risco está 100% seu, eu vou te garantir você ser diretor executivo do filme.”

O ex-deputado também afirmou que deixou a posição de produtor-executivo após a estruturação do projeto nos Estados Unidos e que passou apenas a ceder direitos autorais relacionados à sua representação no longa.

“Quando essa estrutura passou a ser uma estrutura de fundos de investimento, começou a ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor executivo, que era o contrato antigo com a produtora, e passei então a ser somente uma pessoa que assinou a sua sessão de direitos autorais.”

Ao longo da gravação, Eduardo associou a decisão de produzir o filme fora do Brasil ao que chamou de perseguição política e citou supostos riscos de censura ao projeto caso fosse desenvolvido no país.

“Se o Brasil Paralelo, que não fez um filme sobre Bolsonaro, já foi censurado previamente em 2022, imagine dizer um filme sobre a história do Jair Bolsonaro, com grandes estrelas de Hollywood, certamente isso não iria adiante no Brasil.”

Ele também negou ter recebido recursos do fundo de investimentos criado para viabilizar o longa e afirmou que apenas recuperou o valor inicialmente aplicado na produção. “Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro deste fundo que foi criado nos Estados Unidos, está mentindo para você. Eu recebi o dinheiro de volta, por conta do contrato com a produtora, mas isso não passou pelo fundo.”

Na parte final da declaração, Eduardo Bolsonaro afirmou que a antecipação das reportagens estaria relacionada à divulgação da estreia do filme, provisoriamente intitulado “Dark Horse”, prevista, segundo ele, para 11 de setembro.

“Eles resolveram antecipar isso tudo, porque o filme poderia ser e será um grande sucesso. Uma peça de Hollywood que conta com diversos atores de renome.”

Eduardo ainda citou nomes de produções hollywoodianas ao mencionar integrantes do elenco do longa, entre eles o ator Jim Caviezel, conhecido por atuar em The Passion of the Christ e Sound of Freedom.

Confira o pronuciamento 

André Souza
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música, atualmente trabalha como repórter de Política no portal bahia.ba.

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