Publicado em 03/04/2017 às 09h02.

Idosos e crianças na mira da violência

Entre os homicídios registrados em março, vários tiveram como vítimas idosos e crianças; alguns chocaram pela crueldade

Jaciara Santos
Imagem ilustrativa (Photo: vitoj / Shutterstock)
Imagem ilustrativa (Photo: vitoj / Shutterstock)

 

Idosos e crianças, algumas bem pequeninas, engrossaram as estatísticas de Crimes Violentos Letais Intencionais em março. Alguns dos casos ganharam repercussão e causaram comoção na sociedade, em parte pela crueldade com que foram cometidos, em parte por envolverem agentes públicos.

No dia 14, em Itinga, bairro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o aposentado Alcides Sebastião de Souza, de 73 anos, foi assassinado a tiros e golpes de faca. O dia estava apenas no começo: era por volta das 6h e, segundo familiares, ele ia marcar exames médicos para um filho, quando foi emboscado. Relatos associam o crime a uma rixa antiga.

Campeão de homicídios em março, o bairro de Águas Claras foi cenário também de um dos crimes que chamaram a atenção pela selvageria com que foi consumado. No dia 15, uma quarta-feira, o adolescente Victor Teles de Souza, 16, saiu de casa, no início da noite, após receber uma ligação telefônica. Era a última vez em que familiares o veriam com vida. Por volta das 21h, chegava a notícia: Victor acabara de ser executado com pelo menos nove tiros de pistola 380, a maioria na cabeça e no tórax.

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Mirella: alvo de bala perdida em operação policial (Foto: Reprodução)

 

Outro caso que se destacou em meio às ocorrências sangrentas de março foi o que teve como vítima a garotinha Mirella do Carmo Barreto, de apenas seis anos. Ela foi atingida por uma bala perdida, na noite do dia 17, durante uma mal explicada operação policial, na Gomeia de São Caetano, área pobre da periferia de Salvador, onde morava com a família.

A menina estava na laje de casa com a mãe, quando o tiroteio começou. Atingida mortalmente, ainda chegou a ser levada pelo pai à Unidade de Pronto Atendimento da Avenida San Martin, mas nem chegou a receber atendimento, pois morreu no trajeto. A morte de Mirella deflagrou uma onda de revolta no bairro. Inconformados, familiares e vizinhos responsabilizam a polícia pelo disparo que matou a criança.

Uma bebê com quatro meses de nascida também entrou para as estatísticas de homicídios no mês passado na capital baiana. Filha do casal C.C.C. e A.S.B., a criança foi encontrada sem vida, na residência dos país, no bairro de Pirajá, na manhã do dia 19, um domingo. Segundo a polícia, o corpo apresentava sinais de violência. O caso está sob investigação.

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