Publicado em 17/04/2026 às 14h52.

Brasil ainda tem 9,1 milhões de analfabetos e desigualdade regional segue como desafio

Dados do IBGE indicam leve avanço, enquanto iniciativas buscam ampliar o acesso à alfabetização

Edgar Luz
Foto: Divulgação

 

Apesar de avanços recentes, o Brasil ainda convive com um problema estrutural na educação básica. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com base na PNAD Contínua 2024, mostram que cerca de 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler ou escrever, o equivalente a 5,3% da população nessa faixa etária. Embora seja o menor índice desde 2016, o número ainda representa um contingente expressivo fora do acesso pleno a direitos e oportunidades.

As desigualdades regionais seguem marcantes. Estados do Nordeste concentram os maiores índices, como Alagoas (14,3%) e Piauí (13,8%), enquanto unidades como Santa Catarina e Distrito Federal registram taxas próximas de 2%. Em algumas regiões, mais de um em cada dez adultos ainda enfrenta dificuldades severas de alfabetização.

O cenário é ainda mais crítico entre pessoas com 60 anos ou mais, grupo em que o analfabetismo supera a média nacional. Especialistas apontam que a reversão desse quadro depende de políticas públicas contínuas e ações articuladas.

Nesse contexto, iniciativas educacionais tentam ampliar o acesso ao ensino. Uma delas é a campanha “Quando eu começo, alguém recomeça”, do Instituto YDUQS, que mobiliza estudantes para indicar pessoas interessadas em retomar os estudos e auxiliá-las na inscrição em programas gratuitos de alfabetização.

Para Cláudia Romano, presidente do Instituto, o desafio ainda é significativo. “O Brasil avançou nos indicadores, mas ainda convive com milhões de pessoas que não tiveram acesso pleno à alfabetização”, afirma.

Segundo ela, conectar estudantes universitários a esse processo pode ampliar oportunidades. “Cada aluno que começa sua graduação pode ajudar alguém a recomeçar”, completa.

Desde 2018, o programa já impactou mais de 2.300 pessoas em 11 estados. A participação é voluntária e não envolve arrecadação financeira, com foco na mobilização e no acesso à informação.

A campanha do primeiro semestre de 2026 segue até 9 de maio, com inscrições gratuitas, e também prevê o envolvimento de organizações sociais e comunidades locais para ampliar o alcance das ações.

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

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