Publicado em 14/04/2026 às 14h48.

Especialistas alertam para ‘golpe da encomenda’

O "golpe da encomenda" consiste em enviar produtos que não foram encomendados pelos clientes e utilizar um QR Code para roubar dados

Redação
Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

 

Especialistas alertam para o chamado “golpe da encomenda”, que consiste em enviar produtos que não foram encomendados pelos clientes, geralmente acompanhados de um QR Code ou de uma suposta cobrança de taxa de entrega. Ao tentar resolver a situação, a vítima escaneia o código ou acessa o link indicado e acaba fornecendo dados pessoais aos criminosos

O professor e advogado Douglas Galiazzo explica que esse tipo de golpe não é uma novidade, apenas uma nova roupagem.

“Golpe de encomenda ou golpe da taxa de entrega é um golpe que já está há um bom tempo sendo aplicado, ele só vai alternando as regiões onde são aplicadas e os produtos que estão sendo ofertados. A estratégia é adaptável e acompanha tendências de consumo para se tornar mais convincente”, explicou o advogado.

Galiazzo também relatou que, geralmente, este delito é cometido usando SMS, contato via WhatsApp, ligação telefônica ou apresentação de um QR Code para ser escaneado. Através deles, a vitima acessa links e fornece dados – inclusive sensíveis – para os criminosos, crendo estar recebendo um brinde ou promoção.

Um dos principais riscos, segundo o advogado, é justamente escanear QR Codes desconhecidos. “Escanear um QR Code desconhecido pode levar a vítima para algum site ou conta bancária que não corresponda com a sua expectativa”, afirmou.

Além de pegar informações como RG, CPF, data de nascimento e senhas bancárias, também há o perigo da instalação de vírus ou outros programas maliciosos no celular ou computador, capazes de extrair dados confidenciais e ampliar os prejuízos.

Para evitar cair na fraude, é fundamental desconfiar de qualquer cobrança relacionada a produtos não adquiridos. “O sinal mais visível é a cobrança de algum produto que você não comprou, o pagamento de uma taxa de entrega de algo que você não encomendou ou até mesmo de um presente que exigiria pagamento para ser recebido. Caso a pessoa perceba que forneceu dados por engano, a recomendação é agir rapidamente e trocar senhas de aplicativos bancários, redes sociais, e-mail e do próprio aparelho celular, reduzindo os riscos de novos acessos indevidos”, concluiu Galiazzo.

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