Publicado em 22/09/2020 às 11h47.

Desconectados com a realidade, diz Neto sobre Coronel e Isidório defenderem Carnaval em fevereiro

Prefeito de Salvador disse que senador e candidato à Prefeitura divergem do próprio líder de seu grupo, o governador Rui Costa

Eduardo Dias / Rayllanna Lima
Foto: Max Haack/Prefeitura de Salvador
Foto: Max Haack/Prefeitura de Salvador

 

A indecisão sobre a realização do Carnaval de Salvador em 2021 continua gerando atritos entre a classe política e integrantes do setor, ainda em meio à pandemia do novo coronavírus, que provoca a Covid-19.

Em coletiva realizada nesta terça-feira (22), o prefeito da cidade, ACM Neto (DEM), criticou o senador Angelo Coronel (PSD) e o candidato à Prefeitura no pleito deste ano, Sargento Isidório (Avante), por defenderem que a festa que mais reúne pessoas aglomeradas na rua seja realizada em fevereiro.

“Só podem estar completamente desconectados da realidade. Eu não trouxe ainda nenhuma decisão sobre o Carnaval porque estamos esperando que o tempo passe, esperando o máximo de informações possíveis para tomarmos uma decisão mais correta e segura. Vou repetir o que já disse várias vezes: sem vacina, sem imunidade coletiva, não terá Carnaval. Ponto”, declarou o prefeito.

ACM Neto disse ainda que senador e candidato a prefeito divergem do próprio líder de seu grupo, o governador Rui Costa (PT). “Para não polemizar, eu sugiro que questionem o governador, que tem uma posição igual a minha, se ele concorda com que o candidato e o senador falaram. É um absurdo”, afirmou.

Vale lembrar que, ainda no início de junho, Rui admitiu não ver possibilidade de realizar o Carnaval sem que seja disponibilizada uma vacina coletiva. “Não dá para imagina show com 50 mil, 30 mil pessoas, como a gente costuma ver. A não ser que a gente queira que mais cinco mil, dez mil pessoas morram para a gente fazer uma festa de Carnaval”, declarou, na ocasião.

E, mesmo que uma imunização tenha sua funcionalidade comprovada ainda este ano, o prefeito diz não acreditar que seja possível realizar a festa. “Sou muito pouco esperançoso em relação a isso. Mesmo que exista uma vacina, daqui que você vacine mais de mais de 200 milhões de brasileiros, não vai ser da noite para o dia. Eu fico com a vida”, explicou.