Publicado em 16/04/2020 às 18h20.

Bahia tem projeto de estudos colaborativos sobre coronavírus

Por meio da Superintendência de Estudos Econômicos Sociais, estado quer estimular cientistas

Redação
Foto: Divulgação/ Josué Damacena
Foto: Divulgação/ Josué Damacena

 

Com o intuito de incentivar pesquisadores, intelectuais, gestores, professores, técnicos e demais setores da sociedade a gerarem conhecimentos e informações para contribuir com o enfrentamento da pandemia, a Superintendência de Estudos Econômicos Sociais da Bahia (SEI) lançou, nesta quinta-feira (16), o projeto de estudos colaborativos “Evidências e Desafios da COVID-19”.

A iniciativa foi realizada em alguns país, no início do enfrentamento ao novo coronavírus, para identificar aspectos da área da saúde e da sua infraestrutura para responder às demandas mais urgentes.

“À medida que vamos observando os desenvolvimentos das respostas à pandemia, ao redor do mundo e principalmente na Bahia, a SEI criou um ambiente digital para que as pessoas, das suas casas, possam discutir assuntos associados a questões criadas pelo período de quarentena, como também refletir e dar suas contribuições para as discussões sobre temas que estejam associados à nova vida do amanhã”, destaca o secretário estadual do planejamento, Walter Pinheiro.

Diretora-geral da SEI, Jorgete Costa comenta iniciativa. “Assim, convidamos especialistas para refletirem, por exemplo, sobre como podemos enfrentar aspectos psicológicos gerados pelo isolamento, assim como as dificuldades e facilidades para o trabalho em isolamento social”.

Ela ressalta, ainda, que a SEI oferece, neste novo projeto, informações e conhecimentos de fácil compreensão sobre aspectos geoterritoriais, econômicos e de pesquisas relacionadas com a pandemia, que serão úteis para que a sociedade encontre soluções inovadoras.

Durante as grandes pandemias ou guerras, as reflexões sobre o futuro geraram conhecimentos importantíssimos, como a criação de grandes instituições governamentais ou multilaterais ou projetos para solucionar problemas imediatos e que se mostraram significativos para serem utilizados na vida na fase seguinte.

Para falar sobre isso, todos os pesquisadores, gestores e pensadores da Bahia, do Brasil assim como de outros países, são convidados a estimularem a discussão acerca das tendências sobre como mundo pode se transformar daqui pra frente. Como as disputas e as cooperações entre países vão acontecer? Como os investimentos serão priorizados? Como as pessoas vão utilizar as tecnologias e como o mercado de trabalho será transformado, absorvendo e repulsando grupamentos de pessoas? Além de outras questões que forem sendo identificadas pelos colaboradores.