Publicado em 17/01/2021 às 15h30.

Enfermeira negra é escolhida primeira pessoa a tomar CoronaVac

Mulher negra, a escolhida representa o grupo que mais tem sido impactado pela pandemia, segundo pesquisa da FGV/EAESP

Redação
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

 

A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, deverá ser a primeira pessoa do Brasil a ser vacinada com a CoronaVac. Mulher negra, a escolhida representa o grupo que mais tem sido impactado pela pandemia, segundo pesquisa da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP), publicada em dezembro.

A informação sobre a escolha da enfermeira é de Mônica Bergamo, jornalista e colunista da Folha de S.Paulo. Mônica Calazans trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, é obesa, hipertensa e diabética.

Apesar de ser parte do grupo de risco, decidiu se inscrever para as vagas de enfermagem abertas no regime de Contrato por Tempo Determinado, em maio, quando a primeira onda da pandemia estava no auge. Mônica trabalha na UTI do Emílio Ribas em dias alternados e com escalas de 12 horas. São 60 leitos exclusivos para pacientes com Covid-19 na unidade referência em doenças infecciosas.

A CoronaVac foi desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e, no Brasil, é produzida pelo Instituto Butantan. O pedido de uso emergencial do imunizante está em votação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) neste domingo (17), quando também é analisado o mesmo pedido feito pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) para usar o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca.

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