Publicado em 29/10/2020 às 12h58.

Estudo aponta que mutação do coronavírus causou 2ª onda de contaminações na Europa

Transofmação foi originada em trabalhadores agrícolas no nordeste da Espanha, segundo cientistas

Redação
Foto: Débora F. Barreto-Vieira/IOC/Fiocruz
Foto: Débora F. Barreto-Vieira/IOC/Fiocruz

 

Uma mutação no novo coronavírus, que foi rastreada a partir da Espanha, provocou um novo aumento de casos de Covid-19 na Europa. É o que conclui um estudo da universidade suíça ETH Zürich.

Segundo reportagem do portal UOL, centenas de mutações do vírus já foram identificadas naquele continente. De acordo com o estudo, porém, poucas foram tão difundidas como essa nova mutação, chamada de “20A.EU1”. Ela teria sido responsável por gerar a 2ª onda no continente.

Ainda de acordo com o estudo, a mutação provavelmente se originou em trabalhadores agrícolas no nordeste da Espanha, onde foi registrada pela primeira vez em junho. Depois aconteceram eventos “superespalhadores” durante o verão europeu. E isso ficou agravado quando as viagens pela Europa foram liberadas. Em julho, seis países já teriam registrado a presença da mutação “20A.EU1”.

Segundo o estudo, 4 em cada 5 casos novos no Reino Unido aconteceram por causa dessa mutação. Os cientistas relacionaram esse índice a transmissões individuais ocorridas em julho e agosto.

“O aumento da prevalência de 20A.EU1 em toda a Europa implica que as diretrizes e restrições para viagens de verão geralmente não foram suficientes para prevenir a transmissão”, disseram os cientistas.

O estudo apontou que a mutação está presente em 12 países da Europa, assim como em Hong Kong e na Nova Zelândia.

Os cientistas não conseguiram concluir se a mutação é mais perigosa do que o vírus original, pois, segundo eles, “a ausência de sequenciamento consistente e uniforme em toda a Europa limitou os esforços”.