Publicado em 27/01/2021 às 11h44.

Governador afirma que ainda não é o momento para volta às aulas presenciais na Bahia

Rui também ressaltou que o vírus voltou com força total e causou aumento no número de mortes diárias no estado

Redação
Foto: divulgação
Foto: divulgação

 

O governador Rui Costa afirmou nesta quarta-feira (27) que desejava anunciar a volta às aulas presenciais na Bahia antes das eleições de 2020, mas ponderou que ainda não é o momento por conta dos índices de contaminação e números de mortes por dia no estado pela Covid-19.

Segundo o governador, para o Estado pensar numa data de retorno gradativo é preciso que esses números estejam sob controle e em um processo de queda.

“Eu me alinho e concordo com aqueles que veem a necessidade e a urgência do retorno das aulas. Isso, sem sombra de dúvidas, eu já queria ter voltado desde o mês de outubro. Em outubro a gente chegou a analisar, tinha tudo pronto para iniciar, mas os técnicos da Secretaria de Saúde nos chamaram a atenção, com imagens e vídeos, que todo mundo viu, de grandes aglomerações no período eleitoral e um certo relaxamento por parte da juventude, com realização de festas nos bairros, seja de classe média ou nos populares. E eles fizeram apelo: governador, vamos deixar passar esse período eleitoral para ver se vai ter algum repique, se vai ter algum crescimento por conta dessas aglomerações para não botar isso na conta de um eventual retorno das aulas. E eu resolvi esperar a passagem das eleições para ver o quadro como ficaria e, infelizmente, os técnicos tinham razão, e o que nós vimos no Brasil inteiro, não foi só na Bahia, um crescimento rápido e acelerado da doença”, explicou o governador.

Rui também ressaltou que o vírus voltou com força total e causou aumento no número de mortes diárias no estado, o que dificultou ainda mais a decisão de retorno das aulas.

“Infelizmente, houve o aumento também de número de mortes. Chegamos a ter em maio e junho, cerca de 70 óbitos por dia, caímos em outubro para 20 óbitos por dia e em novembro começamos a subir. Em dezembro tivemos 30 óbitos por dia, ou seja, 900 só em dezembro. E em janeiro a situação está pior. Nós subimos e vamos fechar o mês com cerca de 35 óbitos por dia. Então, deve ficar esse número aí nos próximos dias, é a tendência, estamos numa curva ascendente no número de óbitos e de casos, então, eu não posso me debruçar e avaliar o retorno das aulas agora”, finalizou.

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