IBGE começa nesta segunda pesquisa por telefone para PNAD Contínua

    Pesquisa deve mostrar a ocorrência dos sintomas do novo coronavírus e os efeitos da pandemia no mercado de trabalho brasileiro

    Fernando Frazão Agência Brasil

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começa nesta segunda-feira (4) a coleta para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Esta edição acontecerá por telefone, em parceria com o Ministério da Saúde.

    A pesquisa deve mostrar a ocorrência dos sintomas do novo coronavírus, as providências tomadas por quem os apresentou e os efeitos da pandemia no mercado de trabalho brasileiro. Então, por exemplo, a PNAD Covid vai mostrar desde quantas pessoas procuraram atendimento depois de manifestados os sintomas até quantas pessoas foram afastadas do trabalho.

    Na categoria dos trabalhadores, a PNAD Covid deve apresentar também quantos afastados eram formais ou informais, se continuaram ou não recebendo salário; quantos tiveram alguma redução salarial, ou estão em teletrabalho/home office. Também serão apresentados dados sobre pessoas que pararam de procurar emprego por causa das medidas de distanciamento social.

    Cerca de 2 mil agentes de pesquisa do IBGE farão telefonemas para 193,6 mil domicílios distribuídos em 3.364 municípios de todos os estados e do Distrito Federal. Na Bahia, 100 agentes farão a pesquisa em 258 cidades. As ligações devem ser feitas para 2,4 mil residências por semana, totalizando 9,6 mil no mês.

    Para não cair em golpe

    A resistência em responder pesquisas por telefone é realidade com a qual o IBGE está acostumado a lidar, seja porque as pessoas alegam falta de tempo para responder, seja por causa do medo de cair em um golpe. Justamente por isso, o instituto disponibiliza dois canais para as pessoas confirmarem a identidade do entrevistador.

    Basta pedir nome completo, matrícula no IBGE ou número de RG, por exemplo, e conferir no site respondendo.ibge.gov.br. Outra possibilidade é ligar para o 0800-721-8181 e solicitar a confirmação de que aquela pessoa é entrevistador do IBGE.

    A supervisora de Disseminação de Informações no IBGE Bahia, Mariana Viveiros, chama a atenção também para os tipos de perguntas que podem ser feitas.

    “Tem coisas que o entrevistador do IBGE jamais vai perguntar: dados bancários, conta corrente, agênciam cartão de crédito. Também não vai pedir números de documentos pessoais, senhas”, destaca. Se alguém ligar e pedir essas informações, já pode acender a luz amarela.