Publicado em 01/12/2020 às 09h59.

Medidas restritivas só serão retomadas se ocupação de leitos explodir, diz secretário de Saúde

Leo Prates afirmou que a prefeitura está reabrindo hospitais para pacientes com coronavírus, mas, por ora, descarta ações restritivas

Alexandre Santos / Matheus Morais
Leo Prates, secretario de Saúde de Salvador (Foto: Matheus Morais)
Leo Prates, secretário de Saúde de Salvador (Foto: Matheus Morais/bahia.ba)

 

O secretário municipal de Saúde, Leo Prates, afirmou nesta terça-feira (1º) que a prefeitura só deverá retomar eventuais medidas restritivas caso haja um aumento expressivo na demanda por leitos para tratamento de Covid-19 em Salvador. Ele disse que, por enquanto, as principais ações se darão com a reabertura de hospitais que haviam sido desmobilizados, o que reduzirá a pressão nas unidades. Prates admite, no entanto, que a cidade já vivencia um crescimento exponencial de novos casos da doença.

Ao todo, 2.735 pessoas já morreram em decorrência do novo coronavírus na capital — cuja taxa de ocupação de leitos de UTI está em 65%.

“De dez dias pra cá, desde aquele sábado em que chegamos à 62%, realmente, aquilo nos assombrou, há cerca de 15 dias. Nós começamos a mobilização. Na semana passada, nós botamos o [hospital] Itaigara Memorial a carga completa. Hoje nós estamos voltando   o Hospital Municipal [em Cajazeiras] a carga completa do auge da pandemia. O prefeito deve fazer alguns anúncios de mais alguns novos leitos aqui”, informou Prates em coletiva de imprensa.

Na entrevista, o secretário afirmou ainda que a prefeitura fará todo o esforço para não voltar a impor à população regras de quarentena mais rígidas. “Mas, para que esse cenário medidas restritivas não voltem, a gente precisar da colaboração da população”, afirmou Prates.

O secretário de Saúde deu as declarações durante agenda no Terminal Náutico de Salvador, onde o prefeito ACM Neto (DEM) fez a entrega de novas ambulâncias e uma lancha ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).