Ministro da Saúde minimiza novos casos de coronavírus: ‘Repique’

    Para o general Eduardo Pazuello novas ondas de Covid-19 se refeririam a doenças impactadas, casos de violência doméstica e de suicídio

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, minimizou a nova onda de contaminação do novo coronavírus. Embora a taxa de transmissão do Brasil atualmente seja a mais alta desde maio, segundo dados do Imperial College de Londres, o ministro disse que os números mostram um “repique” da doença “em algumas regiões”.

    “Estamos falando de repique de contaminações e mortos em algumas regiões. Sim, é só acompanhar os dados no nosso site. No Sul e no Sudeste do país, o repique é mais claro. E no Norte e Nordeste é bem menos impactante, com algumas cidades fora da curva. No Centro-Oeste ele é bem mais no meio do caminho. Sim. Isso é um repique da nossa pandemia”, declarou.

    De acordo com informações do G1, o ministro avaliou que o país viverá quatro ondas na pandemia, mas ponderou que as pessoas não sejam enganadas. Isso porque Pazuello entende “ondas” de modo diferente dos epidemiologistas e infectologistas.

    Na avaliação do ministro, a primeira onda se refere ao “momento que estamos vivendo”, com mortes e contaminações. Dentro desse contexto, pode haver “repiques”. A segunda onda se caracterizaria pelas doenças que ficaram impactadas pela pandemia. Na terceira onda, estão os casos de violência doméstica. A quarta onda seria a ocorrência de automutilação e suicídio.

    “Não confundam ondas com novos surtos”, acrescentou Pazuello.