Publicado em 09/04/2020 às 15h03. Atualizado em 09/04/2020 às 16h26.

Organização responsável por hospital no Wet’n Wild pode receber até R$ 30,4 mi

O secretário de Saúde, Leo Prates, explicou que a Associação Saúde em Movimento foi contratada por possuir ventiladores

Estela Marques
Foto: Max Haack/ Secom PMS
Foto: Max Haack/ Secom PMS

 

O hospital de campanha montado pela prefeitura no Wet’n Wild, na Avenida Paralela, será gerido pela Associação Saúde em Movimento (ASM). A organização social, sediada em Salvador, pode receber até R$ 30,4 milhões para atuar na gestão, planejamento, operacionalização e execução das ações.

Embora a publicação do Diário Oficial do Município estabeleça o valor de R$ 30,4 milhões, o secretário Municipal de Saúde (SMS), Leo Prates, explicou que esse montante é o máximo que a organização pode receber no período de seis meses. Por exemplo, se a pandemia do coronavírus durar três meses, a AMS receberia em torno de R$ 15 milhões.

A contratação da empresa foi feita com dispensa de licitação, mas, segundo Prates, houve concorrência entre a ASM e a S3 Estratégias e Soluções em Saúde. A primeira levou por possuir ventiladores.

“A S3 perdeu porque não tinha os ventiladores. Colocamos como critério para licitação a empresa dos ventiladores, até porque sem os ventiladores não adianta. A S3 apresentou menor preço, mas foi desclassificada, e ficou essa ASM”, explicou, em contato com o bahia.ba.

Prates acrescentou ainda que a “dispensa de licitação” não implica escolha deliberada, mas um processo resumido da licitação convencional. Segundo ele, a “dispensa” é porque se abre mão de uma série de protocolos, e apenas o chamamento e a apresentação de preços são suficientes para decidir pela contratação.

O hospital de campanha montado no Wet’n Wild deve ser entregue em um mês, segundo estimativa da SMS. A unidade terá respiradores para uso em pacientes com quadro mais grave da Covid-19.