PF investiga fraude de R$ 2,3 mi em prefeitura sergipana; agentes cumprem mandados na Bahia

    Supostas irregularidades envolvem a compra de equipamentos destinados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus

    Foto: Divulgação/Polícia Federal

    A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quinta-feira (20) a Operação Estroinas, para investigar fraudes de cerca de R$ 2,3 milhões nas contratações de caráter emergencial na Secretaria de Saúde de Carmópolis, em Sergipe.  A ação, realizada em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da Uniã, mira suspeitas de irregularidades na compra de equipamentos para o enfrentamento da Covid-19.

    Segundo o portal Poder 360, os agentes cumprem 20 mandados de busca e apreensão nos municípios de Aracaju, Carmópolis, Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe; Cedro, em Pernambuco; Boca da Mata e Maceió, em Alagoas; e Tancredo Neves, na Bahia. As ações contam com a participação de seis auditores da CGU e 83 policiais federais.

    O TJ-SE (Tribunal de Justiça de Sergipe) determinou o afastamento do prefeito Alberto Narcizo da Cruz Neto, conhecido como Beto Caju (Solidariedade) e de um secretário da cidade. Com a saída de Beto Caju, o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Guimarães Silva, conhecido como Luizinho, deve assumir a gestão da cidade.

    Até o mês de julho de 2020, foram repassados pelo Fundo Nacional de Saúde ao município de Carmópolis cerca de R$ 2,7 milhões para custear diversas ações na área de saúde, incluindo as de prevenção e combate à Covid-19. Os valores das contratações fraudulentas representam mais de 60% dos recursos recebidos da União para o enfrentamento do novo coronavírus.

    Segundo a CGU, “os contratos foram celebrados com empresas de capacidade operacional incompatível com os serviços que se pretendia contratar. O montante envolvido nas contratações investigadas é da ordem de R$ 1,7 milhão”.

    As contratações envolvem a aquisição de equipamentos de proteção individual (máscaras, luvas, toucas e aventais descartáveis), material de higiene (álcool 70 % líquido e em gel, sabonete líquido e papel toalha) e medicamentos, assim como os serviços de instalação e locação de salas climatizadas na área externa do Hospital Municipal e de sanitização/higienização de veículos e logradouros.

    Investigações

    As investigações identificaram que essas contratações realizadas pelo município são suspeitas de fraudes, tais como irregularidades na elaboração de propostas de preços e indícios de favorecimento em aquisições e locações. Também foram constatados sobrepreço e possível inexecução contratual por parte de algumas empresas contratadas.

    Com informações da Agência Brasil