Professores da capital só voltarão às salas de aula após 2ª dose de vacina, diz sindicato

    APLB afirma que prefeitura age com "incoerência" ao autorizar retorno de atividades presenciais mesmo com previsão de 3ª onda da pandemia

    Foto: Valter Pontes/Secom PMS

    A APLB (sindicato que representa os professores na Bahia) voltou a reiterar que os profissionais da educação na capital só aceitarão retornar às salas de aula quando receberem a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Até o momento, parte da categoria foi contemplada apenas com a primeira dose do imunizante. Segundo a entidade, a prefeitura age com incoerência ao autorizar a retomada das atividades presenciais diante de um cenário de agravamento da pandemia, com a possibilidade de uma terceira onda de contaminações.

    Segundo indicadores mais recentes, a taxa de ocupação dos leitos de UTI na capital alcançou o patamar de 83% — índice 10% superior ao aferido à época da flexibilização das medidas restritivas, em 5 de abril.

    “O números de casos só faz subir nos últimos dias. A 3ª onda de coronavírus é uma realidade. O próprio prefeito de Salvador já destacou preocupação com a elevação da ocupação dos leitos de UTI. Insistir no retorno das aulas presenciais é uma incoerência que não vamos admitir”, diz a APLB em texto publicado em suas redes sociais.

    Na última segunda-feira (17), o próprio prefeito Bruno Reis (DEM) alertou em uma entrevista coletiva que os indicadores apontam para um novo aumento de casos do coronavírus, o que inclui pressão nos gripários da cidade.

    Apesar da preocupação externada, o chefe do Executivo soteropolitano ampliou a flexibilização de restrições, passando a liberar o funcionamento de cinemas, clubes sociais e espaços de convenções. O funcionamento de bares, restaurantes, shoppings, comércio de rua, dentre outras atividades, já estava permitido há algumas semanas.

    Na noite desta terça (18), a gestão municipal, contudo, divulgou um comunicado no qual diz avaliar o endurecimento de medidas para conter a disseminação do Sars-CoV 2.

    A nota relembra que o atual decreto que permitiu o afrouxamento da quarentena entrou em vigor quando a cidade registrava 73% de ocupação de leitos de UTI.