Secretária critica ‘políticas desacertadas’ e ‘inação’ do governo federal na pandemia

    Adélia Pinheiro aponta bom desempenho da Bahia e do Nordeste no combate à Covid-19, em contraposição ao ‘grande número de óbitos’ no Brasil

    Foto: Mattheus Miranda / bahia.ba

    Após as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL), que disse estar arrependido por falas ofensivas durante a pandemia, a médica Adélia Pinheiro, titular da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), destacou o desempenho da administração estadual e dos governadores do Nordeste no combate à Covid-19 ao comparar o que chamou de “políticas desacertadas” e “inação” do governo federal durante a emergência de saúde.

    “Mais uma vez, preciso comparar o que é a prática concreta. Efetivamente, durante o período de pandemia, o governo do estado da Bahia cuidou com medidas duras, que em algum momento impediram a mobilidade das pessoas no estado”, disse a secretária ao bahia.ba, nesta quarta-feira (14), durante inauguração do Hospital do Homem, em Salvador, em referência ao isolamento social implementado por governadores para combater a propagação do vírus, duramente combatido por Bolsonaro.

    “Essa forma dura, mas imprescindível de fazer o enfrentamento da pandemia levou com que o estado da Bahia tenha uma taxa de mortalidade por Covid-19 que é a segunda menor do país. Não à toa, os estados do Nordeste são os estados que têm menores taxas de mortalidade. Isso ocorre porque, efetivamente, os nove governadores se juntaram, se integraram, realizaram ações de enfrentamento pactuadas, dialogadas, com apoio do comitê científico do Consórcio Nordeste”, explicou Adélia, que, em contraposição, apontou “grande número de óbitos” no Brasil, se distanciando dos indicadores mundiais.

    “O Brasil tem, proporcionalmente, mais óbitos do que casos, quando comparado ao total de casos e óbitos do mundo inteiro. Isso decorre da inação de políticas desacertadas e da inação do governo federal no enfrentamento à pandemia”, afirmou a secretária, diante das mais de 685 mil mortes e cerca de 34,6 mil casos de Covid-19 registrados no país desde o início da pandemia.