Publicado em 26/01/2021 às 17h24.

Supremo cobra informações da União Química sobre Sputnik V

Ministro Lewandowski relata pedido de liminar apresentado pela Bahia para importar a vacina russa

Redação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

O Supremo Tribunal Federal cinco dias para que a empresa União Química se manifeste sobre o desenvolvimento e produção da vacina Sputnik V no Brasil. O prazo foi aberto pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator do pedido de liminar apresentado pelo governo da Bahia para importar o imunizante russo sem o registro da Anvisa, por se tratar de produto autorizado em outros países.

De acordo com a CNN Brasil, as informações devem ser as mesmas prestadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no pedido de autorização de uso emergencial. A União Química já iniciou a produção do imunizante russo, que poderá suprir o mercado interno ou ser exportado. Na segunda-feira (25), a Anvisa apresentou ao ministro do Supremo suas alegações.

A agência federal não avaliou o pedido de uso emergencial da Sputnik V por falta de testes clínicos no país. E também não deu o aval para a realização destes testes argumentando falta de informações básicas sobre a fabricação do produto.

Quando a União Química entrou com o pedido junto à Anvisa havia uma expectativa grande de que, assim que a autorização saísse, a empresa já ingressaria com o pedido de uso emergencial do imunizante no Brasil e até de produção da vacina em solo brasileiro.

O fundo russo que financiou o desenvolvimento da vacina tem um acordo com a Bahia para o fornecimento de 50 milhões de doses. Uma primeira remessa, de 10 milhões de unidades, seria fornecida até março.

A não liberação da Sputnik V foi alvo de novas críticas do governador Rui Costa nesta terça-feira (26). ” (Anivsa) Se debruce sobre os documentos. Diga se a vacina é válida, se não é válida, se é boa ou ruim. Se corre risco ou se não corre”, disse.

 

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