Publicado em 14/01/2021 às 11h49.

Unicef defende retorno das aulas e diz que crianças não podem suportar mais um ano

Organização afirma que já há provas de que os colegios não são transmissores da pandemia de coronavírus

Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

A chefe da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), Henrietta Fore, divulgou um comunicado, nesta terça-feira (12), em que afirma que as crianças não podem ficar mais um ano sem aulas e que já há provas de que as escolas não são transmissores de Covid-19. Para ela, se em 2021 os Estados repetirem a mesma estratégia de suspensão das aulas, haverá consequências para as próximas gerações.

De acordo com a ONU, no auge do confinamento social, 90% dos alunos em todo o mundo estiveram fora das salas de aula. Além disso, mais de um terço não tiveram acesso à educação remota. Segundo Fore, o custo foi “arrasador” para as crianças e jovens.

Ainda conforme o comunicado, “a capacidade de alfabetização e matemática básica foi afetada” e “os alunos foram prejudicados em suas habilidades para sobreviver na economia do século 21”. Também foi observada uma queda de nutrição de muitas crianças no mundo, devido elas não terem acesso a merenda escolar.

“A falta de interações diárias leva a perdas à forma física e saúde mental. Sem a rede de segurança das escolas, as crianças estão mais propensas ​​a abusos, casamento infantil e trabalho forçado”, diz a publicação.

Com isso, Fore defendeu que “o fechamento de escolas deve ser uma medida de último recurso, após todas as outras opções terem sido consideradas.”



Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Gerencie seus cookies ou consulte nossa política.