Publicado em 29/04/2020 às 13h17.

Ajuda aos estados e municípios será de R$ 130 bilhões, anuncia Paulo Guedes

Ministro também atribuiu a um 'mal-entendido' conflitos da Economia com o programa Pró-Brasil, lançado pela Casa Civil

Redação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

A ajuda federal a estados e municípios deve ser fechado na casa dos R$ 130 bilhões, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. Nesta quarta-feira (29), o ministro afirmou que o acordo com essa cifra e a contrapartida de o dinheiro não ser usado em aumentos salariais está praticamente fechado como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP). A votação na Câmara Alta está prevista para sábado (2).

Guedes foi direto ao defender a suspensão de aumento de salários de servidores por 18 meses. “ Se não estaríamos nos disfarçando sob o manto de uma crise para fazer um excesso eleitoral, para gastarmos, para fazermos aumento no funcionalismo no meio de uma crise extraordinária, em que milhões de brasileiros estão perdendo emprego”, disse. Mas garantiu que “estão excetuados” dessa vedação de aumento de salários, “médicos, enfermeiros, policiais militares, todo mundo que está na rua ajudando a população a lutar contra o vírus”.

Mal-entendido

Guedes afirmou ainda que houve um mal-entendido na avaliação de que o programa Pró-Brasil lançado pela Casa Civil tenha gerado conflito com a equipe econômica. Chamada de Pró-Brasil, a proposta foi anunciada na semana passada sem a participação de representantes da pasta da Economia. Nos bastidores, há críticas na equipe econômica de que o foco em obras públicas possa comprometer o teto de gastos.

“O general Braga Netto é o chefe da Casa civil. Ele é o homem que tem que compatibilizar todos os programas setoriais. Naturalmente, todos os ministérios têm os seus projetos. A economia tem que dizer quanto tem de recursos”, afirmou. Para Paulo Geudes, a retomada do crescimento virá pelo investimento privado. “O PAC [Programa de Aceleração de Crescimento, lançado em 2007] já foi seguido e já deu errado”, defendeu.Com informações da Agência Brasil.

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