Dólar acelera ganhos com Ptax, queda de commodities e quadro fiscal

    Dólar à vista encerrou dia cotado a R$ 5,6256 na venda, em baixa de 0,58%

    Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

    O dólar acelerou os ganhos ante o real nesta terça-feira (30) após abrir perto da estabilidade, em meio a queda de commodities, antecipação de rolagens de contratos futuros e ambiente interno de incerteza fiscal. Investidores aguardam o detalhamento de quais ministérios serão alvo da contenção de R$ 15 bilhões no orçamento deste ano. Segundo informações do portal InfoMoney, o mercado também está em compasso de espera pelas decisões e, especialmente, os comunicados das reuniões de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed), amanhã (31).

    Investidores monitoram ainda indicadores de inflação no Brasil e exterior. A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da Alemanha acelerou para 2,3% em julho, ante 2,2% em junho, segundo dados preliminares divulgados hoje pelo Destatis.

    No Brasil, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 1,28% em junho ante avanço de 0,36% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais cedo, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,61% em junho, após alta de 0,81% em junho. Com esse resultado, o índice acumula alta de 3,82% nos últimos 12 meses. O resultado do IGP-M nesta leitura veio acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava desaceleração mais intensa do índice a 0,47%. As expectativas variavam de 0,35% a 0,68%.

     

    Qual a cotação do dólar hoje?

    O dólar comercial subiu 0,50%, a R$ 5,653 na compra e a R$ 5,654 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento (DOLc1) avançou 0,61%, a 5.651 pontos.

    Na véspera, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,6256 na venda, em baixa de 0,58%.

    O Banco Central (BC) fará nesta sessão leilão de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de setembro de 2024.

     

    Dólar comercial

    Compra: R$ 5,653

    Venda: R$ 5,654

    Dólar turismo

    Compra: R$ 5,671

    Venda: R$ 5,851

     

    O que aconteceu com dólar hoje?

    O mercado segue em compasso de espera das decisões sobre juros no Brasil e nas principais economias do mundo.

    O Fed se reúne amanhã e é amplamente esperado que ele se mantenha firme, embora os mercados estejam apostando que o banco central dos Estados Unidos (EUA) começará a cortar as taxas na reunião seguinte, em setembro. Quanto mais o banco central norte-americano cortar os juros, pior para o dólar, que se torna menos interessante quando os rendimentos dos Treasuries diminuem.

    Os investidores estarão atentos a quaisquer dicas que o presidente do Fed, Jerome Powell, possa dar em sua entrevista coletiva sobre quando os formuladores de políticas estão preparados para cortar as taxas.

    Ainda na quarta-feira haverá uma atenção especial também em torno da reunião do Banco do Japão, que pode elevar sua taxa de juros. A especulação sobre um aperto monetário no país valorizou o iene na semana passada, gerando pressão sobre as moedas de mercados emergentes.

    O Copom anuncia sua decisão no mesmo dia, sob a expectativa de economistas consultados pela Reuters de que a taxa Selic seja mantida no patamar de 10,50% ao ano pela segunda vez consecutiva.